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Ex-secretária é indiciada por difamação qualificada contra vereador em Confresa

Ex-secretária é indiciada por difamação qualificada contra vereador em Confresa
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A Polícia Civil de Mato Grosso indiciou, nesta terça-feira, 17 de março, uma ex-secretária municipal de Confresa pelo crime de difamação qualificada contra um vereador de 43 anos.

O caso teve início no dia 6 de março, durante um evento voltado ao público feminino realizado na Câmara Municipal. Na ocasião, o parlamentar, que participava como palestrante, recebeu um áudio encaminhado por uma administradora de rede social.

A mensagem havia sido enviada pela investigada a um sindicato responsável pela organização do evento. No conteúdo, a ex-secretária faz comentários de cunho pejorativo ao questionar a participação do vereador, mencionando sua orientação sexual.

Diante do teor do áudio, a administradora do perfil decidiu encaminhá-lo ao parlamentar. O caso foi levado ao conhecimento da presidência da Câmara, que interrompeu a sessão para relatar o ocorrido em plenário e solicitou a apresentação de uma moção de repúdio.

Investigação

Após o episódio, o vereador procurou a delegacia e registrou ocorrência. Ele relatou que se sentiu moralmente atingido e afirmou que a situação impactou sua saúde emocional, levando-o a buscar acompanhamento médico.

Durante a apuração, a Polícia Civil ouviu a vítima, a suspeita e testemunhas, além de apreender e transcrever o áudio.

A investigada, por sua vez, declarou que não teve intenção ofensiva ou motivação política, afirmando que apenas expressou sua opinião pessoal. Ela também disse estar arrependida e informou que foi exonerada do cargo após o ocorrido.

Indiciamento

Com base nas diligências, a autoridade policial concluiu que não houve o crime de injúria mediante preconceito, uma vez que não foram identificados xingamentos diretos. No entanto, ficou caracterizada a prática de difamação qualificada.

Segundo o delegado responsável pelo caso, a conduta da investigada consistiu em atribuir à vítima uma condição considerada desabonadora, ao questionar sua aptidão para participar do evento em razão de sua orientação sexual. Como a manifestação ocorreu por meio da internet, a tipificação foi agravada.

O inquérito foi concluído em 12 dias e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que irão analisar o caso.

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