Homem é preso suspeito de matar namorada atropelada em estrada rural de MT
Um homem foi preso nesta sexta-feira, 13 de março, suspeito de provocar a morte da própria namorada, de 35 anos, após um atropelamento ocorrido em uma estrada da zona rural de Vila Bela da Santíssima Trindade. O caso aconteceu na noite de quinta-feira (12) e está sendo apurado pela Polícia Civil de Mato Grosso como possível feminicídio.
Em depoimento, o suspeito afirmou que o episódio teria sido um acidente. Segundo ele, o casal havia parado o carro na beira da estrada para que a mulher pudesse urinar. Nesse momento, a vítima teria se abaixado à frente do veículo.
O homem relatou aos investigadores que dirigia usando chinelo e que, ao tentar manobrar o carro, teria escorregado na embreagem. Com isso, o automóvel avançou e acabou passando por cima da vítima. Ele disse ainda que, ao perceber o ocorrido, desceu do veículo e encontrou a mulher embaixo do carro, momento em que deu marcha à ré.
Apesar da versão apresentada pelo suspeito, a investigação aponta elementos que levantam dúvidas sobre a dinâmica do ocorrido. Há suspeitas de que a vítima possa ter sido atropelada mais de uma vez. Testemunhas também informaram que o casal participava de uma confraternização em um sítio da região e que, durante o trajeto de volta para casa, os dois teriam discutido.
A mulher sofreu ferimentos graves, principalmente na região da cabeça. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde, mas não resistiu.
Outro fato que chamou a atenção dos investigadores foi a atitude do suspeito após o atropelamento. Conforme apurado, ele teria deixado o carro no local e seguido viagem em um veículo de aplicativo até a cidade de Pontes e Lacerda. Também há indícios de que ele tenha descartado o celular depois do ocorrido.
A região onde a vítima foi encontrada é considerada de difícil acesso, o que pode dificultar a reconstituição precisa dos fatos.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil de Mato Grosso. Se confirmado, este pode ser o sétimo feminicídio registrado em Mato Grosso em 2026, conforme dados do Observatório Caliandra, ligado ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso.




