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Influenciadora de 19 anos ostenta carros de luxo e viagens enquanto é investigada por lavar dinheiro de facção em MT

Fonte: Assessoria | Polícia Civil-MT
Influenciadora de 19 anos ostenta carros de luxo e viagens enquanto é investigada por lavar dinheiro de facção em MT
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A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso deflagrou na quinta-feira, 5 de março,  a Operação Showdown, com o objetivo de cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra um núcleo familiar suspeito de atuar em crimes ligados ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no norte do estado.

As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop e cumpridas nos municípios de Alta Floresta e Nova Bandeirantes. Durante a operação também foram determinadas medidas de sequestro de veículos e bens, bloqueio de contas bancárias e suspensão de pessoa jurídica.

Um dos pontos que chamou atenção nas investigações foi a vida de luxo exibida nas redes sociais pela filha de uma líder de facção criminosa, que está foragida da Justiça. A jovem, de 19 anos, se apresenta como influenciadora digital e empresária.

De acordo com a polícia, ela e o marido exibiam no Instagram — onde possuem mais de 40 mil seguidores — um padrão de vida considerado incompatível com a renda declarada, publicando fotos de viagens internacionais e veículos de alto valor.

Entre os destinos compartilhados nas redes sociais estão Suíça, Dubai, Ilhas Maldivas e Caribe, locais conhecidos pelo alto custo turístico. O casal também ostentava caminhonetes como Toyota Hilux, Chevrolet S10 e uma Dodge Ram 3500 Laramie 2024, avaliada em mais de R$ 415 mil.

As investigações são conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado, pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado e pela Polícia Civil de Alta Floresta.

Segundo os investigadores, mesmo foragida, a mãe da jovem continuaria comandando atividades criminosas por meio de familiares. A filha teria papel importante na movimentação financeira do grupo, utilizando empresas de fachada e plataformas digitais para lavar dinheiro.

A jovem possui ao menos duas empresas registradas em Alta Floresta, sendo uma loja de calçados e um estúdio de beleza. No entanto, os estabelecimentos apresentam baixa movimentação de clientes, o que levantou suspeitas de que os negócios estariam sendo usados para dar aparência legal a recursos ilícitos.

Outro ponto identificado na investigação foi o uso de plataformas de apostas online, conhecidas como jogos de “slots”, incluindo o popular “tigrinho”, para a lavagem de dinheiro. Nas redes sociais, a jovem se apresenta como jogadora de slots e divulga supostos ganhos com apostas.

De acordo com a polícia, esses jogos estariam sendo utilizados para inserir dinheiro de origem criminosa e posteriormente apresentá-lo como se fosse lucro obtido em apostas online.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos no esquema criminoso.

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