Mpox: especialistas esclarecem principais dúvidas sobre transmissão, sintomas e riscos
Fonte: g1MT
Com o aumento das buscas sobre mpox na internet, especialistas esclareceram as principais dúvidas sobre a doença, que já soma 88 casos confirmados no Brasil em 2026.
Apesar de poder evoluir para quadros graves, a mpox é considerada de baixo risco para a maioria da população, com taxas de mortalidade geralmente inferiores a 1%. Casos mais graves costumam ocorrer em pessoas com imunidade comprometida, como pacientes com HIV sem tratamento, transplantados ou em tratamento contra o câncer.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, secreções ou mucosas da pessoa infectada. Também pode acontecer por saliva ou gotículas respiratórias, mas geralmente exige contato próximo e prolongado, como beijos ou convivência muito próxima.

Embora muitos casos estejam ligados a contato íntimo durante relações sexuais, a mpox não é considerada uma infecção sexualmente transmissível clássica, já que pode ser transmitida por qualquer contato físico próximo.
Os primeiros sintomas costumam incluir febre, dor no corpo, dor de cabeça, cansaço e aumento dos gânglios. Alguns dias depois, surgem lesões na pele, que evoluem de bolhas para crostas.
A doença dura geralmente entre duas e quatro semanas, e a transmissão pode ocorrer enquanto houver lesões ativas. O isolamento costuma ser recomendado por cerca de 21 dias.
Na maioria dos casos, o tratamento é apenas para aliviar os sintomas, mas existe um antiviral específico para pacientes com maior risco de complicações. A vacina não está disponível para toda a população e é destinada principalmente a grupos prioritários, como pessoas com HIV com baixa imunidade e indivíduos com exposição comprovada ao vírus.






