OPERAÇÃO PATRINUS MALUS
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na sexta-feira, 20 de março, a Operação Patrinus Malus para cumprimento de 20 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa envolvida com o tráfico de entorpecentes, com atuação em Cuiabá e região metropolitana.
Ao todo, são cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá. As ordens judiciais são executadas nas cidades de Cuiabá e Florianópolis.
Entre os alvos está uma liderança da organização criminosa que, mesmo custodiada em unidade prisional, continuava a comandar as atividades ilícitas, evidenciando a estrutura e o alcance do grupo investigado.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos e tiveram início em março de 2025, revelando a atuação de um grupo criminoso estruturado, com divisão de tarefas, regras internas e hierarquia definida.

Tráfico de drogas
A operação é resultado de investigação aprofundada, que incluiu análise de materiais apreendidos em ações anteriores, oitivas, diligências de campo e atividades de inteligência policial.
Durante o período investigativo, foram identificadas diversas transações envolvendo diferentes tipos de entorpecentes, como cocaína, MDMA e derivados da cannabis sativa, além do uso de métodos elaborados para distribuição e logística.
Conforme apurado, os integrantes seguiam diretrizes estabelecidas por uma facção criminosa de atuação nacional, que padronizava desde os tipos de drogas comercializadas até os valores praticados e a divisão de funções, incluindo responsáveis pelo recebimento e movimentação financeira.
Um dos investigados, que havia fugido de Cuiabá, teve as ordens judiciais cumpridas em Florianópolis, com apoio da Polícia Civil de Santa Catarina. Os presos serão encaminhados às unidades de custódia e permanecerão à disposição da Justiça.
Segundo o delegado da Denarc, Eduardo Ribeiro, as investigações continuam mesmo após a deflagração da operação.
“Os trabalhos seguem por pelo menos mais 30 dias, com o objetivo de identificar novos integrantes, aprofundar o mapeamento do esquema criminoso e reunir elementos para possíveis desdobramentos judiciais”, destacou.

Nome da operação
“Patrinus Malus”, expressão em latim que significa “padrinho do mal”, faz referência ao principal alvo da investigação, um integrante batizado pelo líder da organização criminosa.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento às facções criminosas em todo o estado.




