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Os três desafios do RS para a próxima década

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Para o governador Eduardo Leite, emergência climática, questão demográfica e a persistência da crise fiscal são os grandes obstáculos do estado para os próximos anos

O governador apresentou um balanço dos dados de sua gestão em palestra na Federasul. Foto: Sérgio Gonzalez

No primeiro Tá na Mesa de 2026, tradicional evento promovido pela Federação de Entidades Empresariais do estado (Federasul), o governador do Rio grande do Sul, Eduardo Leite, destacou dados sobre os avanços de sua gestão em áreas como segurança pública, infraestrutura, saúde, educação e social. No campo econômico, Leite salientou a retomada gradual do pagamento da dívida com adesão ao Propag e a redução do déficit previdenciário. 

O governador também celebrou a inédita nota C na Avaliação da Capacidade de Pagamento (Capag), realizada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Desde que foi criada, em 1995, o Rio Grande do Sul havia obtido a nota D, a categoria mais baixa. O instrumento é utilizado para avaliar a situação fiscal de Estados e municípios que pretendem contratar operações de crédito com garantia da União e indicam o nível de risco associado ao endividamento. O governador também ressaltou o aumento da capacidade de investimento de 2,3% para 8,9% da receita corrente líquida, em 2025, e destacou os R$ 70 bilhões assegurados em concessões e PPPs, bem como as privatizações realizadas em sua gestão. 

Desafios à frente
Com relação ao desafio climático que o estado enfrenta — de estiagens a enchentes —, Leite defendeu a postergação do pagamento das dívidas do estado em prol do avanço de um programa de irrigação. “A dimensão que precisamos alcançar de proteção às nossas lavouras, de correção do solo, de programas de irrigação, de novos barramentos, de canais e de tudo o que precisa ser feito para aumentar substancialmente a irrigação em milhões de hectares em que precisamos avançar exige recursos bilionários”, declarou. “Nos últimos seis anos, tivemos pelo menos quatro estiagens muito severas, que nos fizeram perder de 30% a 40% de nossas safras mais importantes, como milho e soja”, pontuou. 

Somam-se à emergência climática outras duas adversidades que deverão ser enfrentadas pelo estado: a crise fiscal e o envelhecimento da população. “O cenário mudou drasticamente ao longo destes últimos anos. Temos um desafio demográfico, um desafio climático e, associado a isso, um desafio fiscal. Por mais que tenhamos equilibrado as contas, ainda temos um orçamento que é muito comprimido para a capacidade de investimentos. Por isso, precisamos de um olhar da União para o nosso estado”, defendeu Leite.

Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil

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