Patrícia Gibbert: jovem com raízes em Novo Mundo conquista vaga em uma das residências mais concorridas da medicina
A médica Patrícia Cristiane Gibbert, de 26 anos, conquistou o primeiro lugar na concorrida residência médica em Neurocirurgia da Faculdade de Medicina do ABC Paulista, em Santo André (SP). A especialidade ofertava apenas uma vaga para ampla concorrência, disputada por candidatos de diversas regiões do país.
Apesar de ter nascido em Toledo, no Paraná, Patrícia tem fortes raízes em Novo Mundo (MT), município onde viveu até os 14 anos e onde ainda reside grande parte de sua família.
A jovem deixou a cidade ainda na adolescência para seguir os estudos. Cursou o ensino médio no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) – Campus São Vicente, onde também se preparou para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em seguida, fez dois anos de cursinho até ser aprovada no tão sonhado curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), no campus de Cuiabá, onde concluiu a graduação.
Agora, após anos de dedicação, alcançou um dos passos mais importantes da carreira médica ao garantir vaga em uma das residências mais concorridas da área.
O que é a residência médica
Segundo Patrícia, a residência médica é a etapa que transforma o médico generalista em especialista.
“A residência funciona como uma pós-graduação prática dentro dos hospitais. Para ingressar, é preciso ser aprovado em uma prova bastante concorrida, e a formação costuma durar de dois a cinco anos, dependendo da área escolhida. É um período de dedicação intensa, aprendizado diário e muita responsabilidade”, explicou.
Descoberta da vocação
O interesse pela área neurológica surgiu ainda no início da graduação, mas a decisão pela Neurocirurgia veio durante uma experiência prática.
“Meu interesse pelo cérebro começou no início da faculdade, mas a decisão pela Neurocirurgia ganhou forma ao final do quarto semestre, quando tive a oportunidade de realizar um estágio na área pelo Hospital Santa Rosa. Foi ali, dentro do centro cirúrgico, observando de perto a complexidade e o impacto daqueles procedimentos, que senti com clareza que era esse o caminho que eu queria seguir”, contou.

Desafios da preparação
A preparação para a residência foi construída ao longo de toda a graduação, mas se intensificou durante o internato, período que corresponde aos dois últimos anos do curso de Medicina.
“Foi um processo progressivo e muitas vezes desafiador: aulas, incontáveis questões, provas completas, revisões frequentes e, principalmente, a necessidade constante de reavaliar a estratégia e seguir em frente”, relatou.
Entre os principais desafios, ela destaca a conciliação entre a rotina intensa da formação médica e os estudos para as provas de residência.
“A preparação para a residência é uma maratona — não uma corrida curta. Existe a pressão da prova extremamente concorrida, a ansiedade pelos resultados e o cansaço acumulado ao longo do caminho”, afirmou.
A emoção da aprovação
Ao ver o próprio nome na lista de aprovados, Patrícia descreveu o momento como inesquecível.
“Foi uma sensação única ver o meu nome na lista de aprovados para a residência de Neurocirurgia na Faculdade de Medicina do ABC Paulista.”
Mensagem para quem sonha com a medicina
A médica também deixou uma mensagem de incentivo para estudantes que enfrentam o mesmo processo.
“Lembre-se: o caminho é longo, mas cada dia de estudo conta. Haverá fases de cansaço, dúvidas e resultados que parecem demorar, e tudo isso faz parte da jornada. O mais importante é manter a constância, ajustar a rota sempre que necessário e não desistir no meio do caminho.”
Ela reforça ainda que escolher uma área pela qual se tem paixão faz toda a diferença.
“Guie-se pelo que faz seus olhos brilharem. É isso que sustenta você nos dias difíceis — e é isso que torna a chegada tão especial.”




