PIB gaúcho cresce 0,9% em 2025
O desempenho ao longo de 2025 foi consolidado pelo resultado do quarto trimestre
Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul registrou crescimento de 0,9% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 753,1 bilhões, o que respondeu por 5,9% do PIB nacional no período. O resultado foi sustentado pelo avanço de 1,7% na indústria e de 1,7% nos serviços, que compensaram a retração de 6,8% na agropecuária, impactada pela estiagem no primeiro semestre. O PIB per capita estadual no ano passado chegou a R$ 67.050, valor 12,3% superior à média brasileira, que foi de R$ 59.687 no período.
O desempenho ao longo de 2025 foi consolidado pelo resultado do quarto trimestre, quando a economia gaúcha cresceu 0,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, superando o crescimento de 0,1% da economia brasileira no mesmo período. O avanço foi impulsionado principalmente pela agropecuária, que apresentou expansão de 16,7% no trimestre. Na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período de 2024, o PIB do Estado apresentou crescimento de 2,1%, acima do resultado nacional, de 1,8%. Os dados integram os cálculos do Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), e foram divulgados nesta terça-feira (31).
A agropecuária registrou crescimento de 23,4% no quarto trimestre de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior. Já no acumulado anual de 2025, influenciado principalmente pela estiagem que afetou a produção de soja, cuja safra apresentou queda de 25,2%, o setor teve retração de 6,8%. Entre os produtos que apresentaram aumento de produção em 2025 estão a uva (39,3%), o arroz (22,9%), o fumo (22,5%) e o milho (17,5%). Além do aumento da produção, o setor também registrou avanços de produtividade. O Estado apresentou crescimento na produtividade da uva (38,1%), do milho (32,2%), do fumo (15,6%) e do arroz (15,1%).
No quarto trimestre de 2025, a indústria gaúcha recuou 1,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior. O movimento foi influenciado por resultados negativos em todas as subatividades do setor, com destaque para as quedas na construção (-2,6%) e no segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-2,4%). A indústria de transformação e a extrativa mineral também apresentaram retração no período, de 0,5% e 0,4%, respectivamente. Na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período do ano anterior, a indústria registrou crescimento de 0,8%. O resultado foi impulsionado pelo desempenho da indústria de transformação (1,7%) e pela atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (1,3%). Em sentido oposto, houve retração na indústria extrativa mineral (-1,3%) e na construção (-4,3%).
No acumulado de 2025, a indústria apresentou expansão de 1,7%. O resultado foi sustentado pelo aumento da atividade extrativa mineral (1,4%), da indústria de transformação (3,1%) e da construção (0,3%). A única queda ocorreu no segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, que recuou 7,1%, influenciado principalmente pela redução da geração hidrelétrica durante a estiagem registrada no primeiro semestre, quando os níveis dos reservatórios estiveram abaixo do habitual. O crescimento da indústria de transformação ao longo do ano foi impulsionado por nove das 14 atividades pesquisadas. Dentre as de maior impacto na taxa agregada, destacaram-se as elevações nas indústrias de máquinas e equipamentos (10,6%), produtos alimentícios (7,2%), produtos do fumo (13,9%) e produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (5,9%). Por outro lado, as quedas mais relevantes ocorreram nas atividades de derivados de petróleo e biocombustíveis (-4,4%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,5%) e de couros, artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-2,7%).
No setor de serviços, houve crescimento de 0,7% na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período de 2024. O resultado foi associado principalmente ao aumento da intermediação financeira e seguros (5,0%), de outros serviços (1,8%), das atividades imobiliárias (1,5%) e da administração, educação e saúde públicas (0,3%). No mesmo intervalo, registraram retração o comércio (-2,6%), os transportes, armazenagem e correio (-1%) e os serviços de informação (-0,1%). No acumulado de 2025, os serviços registraram crescimento de 1,7%, puxados sobretudo pela intermediação financeira e seguros (4,1%), pelos transportes, armazenagem e correio (2,6%) e pelo grupo de outros serviços (2,2%). Dentro desse conjunto, o comércio avançou 1,3% no acumulado do ano. As principais altas ocorreram nas vendas de hipermercados e supermercados (3,6%), de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4,4%), de combustíveis e lubrificantes (2,1%) e de outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,7%).
Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil





