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Polícia Civil deflagra Operação Showdown contra núcleo familiar ligado a facção no norte de MT

Fonte: Assessoria | Polícia Civil-MT
Polícia Civil deflagra Operação Showdown contra núcleo familiar ligado a facção no norte de MT
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 5 de março, a Operação Showdown para cumprimento de 31 ordens judiciais contra um núcleo familiar investigado por envolvimento com facção criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, divulgação de jogos de azar e outros crimes na região norte do Estado.

Ao todo, são cumpridos quatro mandados de prisão, sete de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoas jurídicas. As ordens foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop e são cumpridas nas cidades de Alta Floresta e Nova Bandeirantes.

As medidas são resultado de investigações conduzidas em inquérito policial conjunto da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá e da Delegacia de Alta Floresta, com apoio de equipes das delegacias de Alta Floresta e Nova Bandeirantes e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

Núcleo familiar

A investigação aponta como principal alvo uma mulher considerada liderança de uma facção criminosa em Alta Floresta. De acordo com a Polícia Civil, ela é considerada de alta periculosidade e está foragida do sistema prisional desde agosto de 2025, quando fugiu do Presídio Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

Familiares próximos da investigada, entre eles o pai, a filha e o marido, também são alvos da operação. Eles são apontados como responsáveis por operar o esquema financeiro da organização criminosa, atuando na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

Os investigados são suspeitos de movimentar valores incompatíveis com a renda declarada e de administrar empresas utilizadas para dar aparência lícita aos recursos obtidos de forma ilegal.

 

Lavagem de dinheiro

As investigações apontam que, em um período de um ano e sete meses, o grupo familiar teria movimentado mais de R$ 20 milhões relacionados às atividades do tráfico de drogas, valores considerados incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.

Entre os mecanismos utilizados para lavar o dinheiro estariam empresas de fachada nos ramos de calçados, beleza e roupas multimarcas, além do uso de plataformas digitais de jogos de azar on-line, cujos valores eram posteriormente apresentados como ganhos legítimos.

Outro braço do esquema envolveria a exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta. Conforme apurado, sob comando direto da filha da líder da facção, o pai da investigada seria responsável por gerenciar o garimpo e também um bar e prostíbulo próximo ao município de Nova Bandeirantes.

Segundo a polícia, o local também serviria de apoio para extorsões contra garimpeiros e para o tráfico de drogas. O ouro extraído poderia ser utilizado para ocultar e reinserir recursos ilícitos no mercado formal, dificultando o rastreamento financeiro.

Vida de luxo

A filha e o genro da líder da facção ostentariam uma vida de alto padrão, com aquisição de imóveis, carros de luxo e viagens internacionais. A jovem mantém um perfil em rede social com mais de 40 mil seguidores, onde compartilha detalhes da rotina e de suas aquisições.

Nome da operação

O nome Showdown faz referência a uma jogada de pôquer em que os jogadores revelam as cartas, em alusão aos jogos de azar utilizados pelo grupo para lavagem de dinheiro.

A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

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