Tribunal do Júri condena quatro réus a mais de 103 anos por tortura e execução em Guiratinga
O Tribunal do Júri da comarca de Guiratinga condenou, na quarta-feira, 25 de março, quatro homens por crimes de homicídio qualificado, tortura mediante sequestro e participação em organização criminosa armada. Somadas, as penas ultrapassam 103 anos de prisão, todas em regime fechado.
De acordo com a sentença, Ronny Dourado Tavares foi condenado a 29 anos, três meses e 20 dias; Lucas Vinícius Conceição Campos a 27 anos e 11 meses; Jonatam Jeam Nunes Rodrigues a 24 anos, 11 meses e 22 dias; e Éric Figueiredo Araújo a 21 anos e um mês de reclusão.
Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em novembro de 2024 e teve como vítima Cidiclei Pereira Pinheiro, sequestrado pelos acusados sob alegação de ter descumprido regras impostas por uma facção criminosa.
A investigação apontou que a vítima foi levada a uma residência no bairro Areão, onde sofreu agressões físicas intensas, com mãos e pés amarrados, em uma sessão de tortura conhecida como “salve”. Em seguida, foi levada a uma área de mata na estrada da Taboca, onde foi executada com disparos na cabeça, sem chance de defesa.
Os jurados reconheceram a autoria e a materialidade dos crimes, acolhendo as teses do Ministério Público. O juiz responsável pelo caso determinou o início imediato do cumprimento das penas.
O caso gerou forte repercussão pela brutalidade dos fatos e pela atuação organizada do grupo criminoso.




