“Vou tomar banho”: insistência de PM após morte da esposa levanta suspeitas – veja vídeos:
Nos vídeos obtidos pela CNN Brasil, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto contraria os policiais militares e insiste em tomar banho dentro do imóvel, mesmo após já ter afirmado que estava no chuveiro no momento do disparo.
Os agentes questionam a atitude, pedindo que ele apenas se vestisse para seguir até a delegacia. Ainda assim, o oficial se mostra resistente:
“Eu não estou bem, eu vou tomar um banho. Não vou fugir daqui”, afirma.
Em outro momento, ao ser novamente confrontado, ele alega que apenas havia ligado o chuveiro, mas não chegou a se lavar antes de ouvir o tiro.
A insistência chamou a atenção dos policiais, que chegaram a registrar preocupação com possível destruição de provas. Um dos agentes comenta com o superior:
“Ele está insistindo que vai tomar banho. Essa conversa está meio estranha.”
Mesmo após as orientações, o oficial se exaltou, afirmou ter “34 anos de Polícia” e chegou a se trancar no banheiro por alguns minutos.
As imagens das câmeras corporais passaram a integrar o conjunto de provas que indicam inconsistências no depoimento do tenente-coronel.
Inicialmente tratado como suicídio, o caso evoluiu após análises da Polícia Civil de São Paulo, que identificaram divergências entre a versão apresentada e os elementos periciais.
veja na íntegra a conversa entre os militares:
Entre os pontos que levantaram suspeitas estão:
- Intervalo de cerca de 30 minutos para acionamento do socorro
- Posição da arma incompatível com suicídio
- Ausência de cartucho no local
- Lesões no rosto e pescoço da vítima
- Indícios de movimentação do corpo após o disparo
Diante disso, o caso passou a ser investigado como feminicídio, e o oficial foi indiciado também por fraude processual.
veja na íntegra a conversa entre os militares:
A morte de Gisele Alves Santana, de 32 anos, gerou grande repercussão. Para os investigadores, o conjunto de provas aponta para uma possível tentativa de manipulação da cena do crime.
O tenente-coronel teve a prisão preventiva decretada e aguarda o andamento do processo. A defesa afirma que ele tem colaborado com as investigações e contesta as decisões judiciais.
Veja como foi o crime:





