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Exportações aos EUA atingem menor participação histórica até março

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Estados Unidos passaram a responder por 9,5% das exportações brasileiras

O resultado no trimestre contrasta com o crescimento das exportações brasileiras para o mundo e para parceiros relevantes, como China e União Europeia

As exportações somaram US$ 7,8 bilhões no período, redução de 18,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Com isso, os Estados Unidos passaram a responder por 9,5% das exportações brasileiras — o menor nível da série histórica iniciada em 1997. “A mínima histórica da participação dos Estados Unidos na pauta exportadora brasileira neste primeiro trimestre reforça a importância de avançar no diálogo bilateral. Há espaço para reverter essa tendência, como indica a desaceleração da queda das exportações em março, mas isso dependerá de entendimentos que evitem novas restrições ao comércio entre os dois países”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

O resultado no trimestre contrasta com o crescimento das exportações brasileiras para o mundo (+3,5%) e para parceiros relevantes, como China e União Europeia. A corrente de comércio bilateral somou US$ 17 bilhões, queda de 14,8%, refletindo a retração tanto das exportações quanto das importações. Apesar do recuo, os EUA seguem como o segundo principal parceiro comercial do Brasil.

A retração foi disseminada entre os setores, como na indústria de transformação (-14,2%), indústria extrativa (-39,1%) e agropecuária (-34,4%). As exportações industriais totalizaram US$ 6,6 bilhões, pressionadas sobretudo pelas tarifas que incidem sobre produtos de maior valor agregado. Apesar do desempenho negativo no trimestre, os dados de março indicam desaceleração da queda. As exportações recuaram 9,1% no mês, sendo que sete dos dez principais produtos exportados registraram crescimento, com destaque para petróleo bruto (+321%), aeronaves (+85,8%) e máquinas elétricas (+73,4%).

Além disso, as exportações de produtos sem sobretaxas cresceram 15,1% no mês. A melhora está associada, ainda que parcialmente, à redução das tarifas após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos no final de fevereiro. As sobretaxas continuam sendo fator determinante para o desempenho das exportações, especialmente bens industriais. Atualmente, cerca de 45% das exportações brasileiras ingressam no mercado americano sem sobretaxas, enquanto o restante ainda enfrenta tarifas adicionais. Levantamento da Amcham indica que 86% das empresas seguem apreensivas sobre o risco de novas restrições comerciais, indicando nível considerável de incerteza nos negócios bilaterais.

O cenário para os próximos meses permanece incerto, diante da possibilidade de novas medidas tarifárias nos Estados Unidos, bem como da imprevisibilidade na conjuntura internacional. Por outro lado, a moderação na queda das vendas observada em março, combinada com o aumento na participação de produtos sem sobretaxas na pauta exportadora brasileira e à demanda americana consistente, indica a possibilidade de recuperação gradual ao longo de 2026. 

Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil

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