Justiça determina que aluguéis de imóveis ligados à Operação Mamom sejam depositados em conta judicial
A Polícia Civil de Mato Grosso conseguiu decisão favorável da Justiça para que os valores referentes aos aluguéis de imóveis sequestrados durante a Operação Mamom, deflagrada em junho de 2025, sejam depositados em conta judicial vinculada ao processo.
A medida foi solicitada pelo delegado André Rigonato, responsável pelo inquérito policial, com o objetivo de garantir que os rendimentos dos bens investigados — considerados produto de crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro — não sejam utilizados pelos investigados durante o andamento das investigações e eventual ação penal.
Segundo a decisão, os locatários dos imóveis, situados em um condomínio fechado em Cuiabá, deverão realizar os depósitos mensais diretamente em conta judicial, a partir da intimação. O entendimento da Justiça é de que a indisponibilidade patrimonial não se restringe apenas aos bens sequestrados, mas também aos frutos civis gerados por eles, como os aluguéis, preservando os recursos que podem estar vinculados à atividade criminosa.
Operação Mamom
A Operação Mamom, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), tinha como objetivo desarticular uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação para o tráfico em Cuiabá. Na ocasião, foram cumpridas 14 ordens judiciais, incluindo buscas e apreensões, bloqueio de contas e sequestro de bens.
As investigações apontaram movimentações financeiras expressivas por meio de contas bancárias e vínculos da facção com traficantes de outros estados. Durante a operação, foram apreendidos veículos de luxo, armas de fogo e entorpecentes escondidos em compartimentos ocultos, além da condução de suspeitos em flagrante.
Enfraquecimento financeiro do crime
A nova decisão judicial reforça a estratégia da Polícia Civil de Mato Grosso de retirar recursos das organizações criminosas, enfraquecendo financeiramente as facções e impedindo a continuidade das atividades ilícitas.
“A decisão busca não apenas a responsabilização criminal dos envolvidos, mas também a retirada dos recursos que sustentam a prática de crimes”, afirmou o delegado Rigonato.




