Condenado por chacina é isolado após descoberta de que ele armazenava vários celulares
O detento Edgar Ricardo de Oliveira, condenado a mais de 130 anos de prisão, foi colocado em isolamento na Penitenciária Central do Estado (PCE) após a descoberta de um esquema irregular dentro de sua cela.
A decisão foi assinada pelo juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto no dia 22 de abril, após agentes encontrarem um compartimento oculto na estrutura de concreto. O preso armazenava 13 celulares, além de carregadores, fones, fios e outros materiais proibidos.
O caso ocorreu na unidade prisional localizada em Cuiabá e foi considerado de alta gravidade. Segundo o magistrado, a quantidade de itens e a forma sofisticada de ocultação indicam organização e risco à segurança do sistema penitenciário, ultrapassando uma infração comum.
Com a decisão, Edgar passa a cumprir medidas mais rígidas, incluindo cela individual e visitas controladas, sem contato físico, limitadas a duas pessoas a cada 15 dias.
O Ministério Público defendeu a aplicação da punição disciplinar, enquanto a defesa alegou falta de provas suficientes e irregularidades na apreensão. Ainda assim, a Justiça entendeu que houve violação grave das regras da execução penal.
Edgar está preso desde fevereiro de 2023, quando se entregou após participar da chacina que deixou sete mortos em um bar em Sinop. O crime, que chocou o país, ocorreu após uma sequência de derrotas em jogos de sinuca envolvendo apostas em dinheiro.
Na ocasião, ele agiu com o comparsa Ezequias Souza Ribeiro, que morreu em confronto com a polícia um dia depois do crime. A investigação apontou que o ataque foi motivado por vingança após prejuízo financeiro nas apostas.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades, enquanto novas medidas buscam reforçar a segurança dentro do sistema prisional.



