Estudantes usam inteligência artificial para criar pornografia de colegas e montam negócio lucrativo na internet
A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira, 27 de maio, a Operação Máxima Proteção para combater um grupo investigado pela produção e comercialização de conteúdos pornográficos ilícitos envolvendo a manipulação digital de imagens de adolescentes em Juína.
A ação também cumpriu ordens judiciais em Sinop e em Cacoal/RO, com foco na identificação e responsabilização dos envolvidos.
Segundo a investigação, o grupo utilizava ferramentas de inteligência artificial para alterar imagens reais de adolescentes e criar montagens de teor pornográfico, posteriormente armazenadas e compartilhadas em redes sociais e serviços de nuvem.
Até o momento, cerca de 30 vítimas foram identificadas, a maioria estudantes de escolas de Juína e do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).
As apurações apontam ainda que alguns dos investigados comercializavam os conteúdos ilícitos, cobrando valores por fotos e vídeos, além de utilizar perfis falsos em redes sociais para contato com compradores de diferentes estados do país.
A Polícia Civil informou que a investigação segue para identificar outros envolvidos e aprofundar a análise do material apreendido.
Os suspeitos poderão responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, além de outras infrações que possam ser confirmadas ao longo do inquérito.



