Polícia descobre fortuna de R$ 1,6 milhão escondida e mira o “coração financeiro” de grupo criminoso
De acordo com a investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), os alvos desta fase são integrantes responsáveis pela movimentação financeira da organização criminosa.
As apurações apontaram movimentações suspeitas, como depósitos fracionados em dinheiro, transferências sucessivas entre contas e ausência de comprovação da origem dos valores, indícios típicos de lavagem de dinheiro.
Ainda segundo a polícia, dois investigados movimentaram mais de R$ 1,6 milhão, valor considerado incompatível com a renda declarada, o que reforça a suspeita de atuação estruturada do grupo.
Na primeira fase da operação, 22 pessoas foram identificadas com indícios de envolvimento no esquema. Destas, 20 já respondem pelos crimes, enquanto os dois alvos atuais ainda não haviam sido responsabilizados.
Com as novas medidas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias para interromper o fluxo financeiro ilegal e evitar a dissipação de recursos.
Segundo o delegado responsável pelo caso, o objetivo é enfraquecer a base econômica da organização criminosa, atingindo diretamente o suporte financeiro das atividades ilícitas.
A operação faz parte de uma estratégia mais ampla de combate ao crime organizado no Estado, dentro do programa Tolerância Zero, e integra ações nacionais coordenadas para enfrentar facções criminosas.
As investigações continuam e não está descartada a identificação de novos envolvidos no esquema.



