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Copa deve injetar mais de R$ 4 bilhões no varejo brasileiro

Copa deve injetar mais de R$ 4 bilhões no varejo brasileiro
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A tendência é de concentração das vendas em produtos de consumo imediato 

O torneio de futebol trará um aumento real de 6,5% em relação ao faturamento consolidado de quatro anos atrás

Faltando 10 dias para o início da Copa do Mundo, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o evento a ser realizado na América do Norte deverá gerar um impacto positivo de R$ 4,3 bilhões no faturamento do comércio varejista brasileiro. O montante representa um aumento real de 6,5% em relação ao faturamento consolidado de quatro anos atrás, registrado na edição de 2022.O avanço total é impulsionado pelo maior dinamismo do mercado de trabalho e pela inflação menor, fatores que compensam o encarecimento do crédito que acabou por travar a tradicional corrida por novos televisores. 

Diante do crédito mais caro, a tendência é que as vendas em determinados segmentos reajam de forma diferenciada, concentrando-se fortemente no consumo imediato de alimentos, bebidas e artigos de menor valor. “A cada quatro anos, a mobilização em torno do futebol impulsiona especialmente o comércio de eletroeletrônicos, ainda que o poder de compra do consumidor esteja abaixo do esperado. Essa relativa retração tem uma explicação direta: as severas condições de financiamento. Desde setembro de 2025, a economia brasileira enfrenta um dos mais intensos ciclos de aperto monetário dos últimos vinte anos, com juros básicos em patamar superior ao que seria adequado para estimular o crescimento”, afirma José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac.

Hiper e supermercados vão liderar a lista entre os setores do comércio. O ramo de produtos alimentícios e bebidas deve responder por quase 70% das vendas, totalizando R$ 3,9 bilhões. Os impactos positivos coincidem com o mês do início do Mundial. Na sequência, vestuário e acessórios, segmento que deve alcançar o segundo maior impacto, com faturamento estimado em R$ 803,7 milhões. Depois, artigos de uso pessoal e doméstico, com lojas especializadas, que incluem a venda de eletroeletrônicos menores e devem responder por R$ 262,6 milhões. Por fim, informática e comunicação, com expectativa de movimentação de R$ 198,5 milhões e móveis e eletrodomésticos, com previsão de R$ 80,2 milhões. Diferentemente dos demais, o efeito líquido se dá de forma defasada, ocorrendo dois meses antes para móveis e um mês antes para eletrodomésticos. 

Segundo levantamento realizado pela CNC com base no Google Trends, houve aumento pontual de 8,4% na procura por Smart TVs em lojas online em maio, na comparação com o mês imediatamente anterior. Apesar dessa reação com a proximidade do evento, a busca por esse produto segue 15,6% abaixo daquela verificada às vésperas da Copa de 2022, ficando também aquém dos patamares observados nos anos de 2014 e 2018.

Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil

jorge-ruan