Interrupção de serviços de TI gera custo trilionário no mundo
Cada empresa na América Latina perde R$ 1 bilhão por ano, em média, em razão dessa indisponibilidade
Um estudo realizado pela Splunk, empresa do Grupo Cisco, aponta que as interrupções não planejadas dos serviços de tecnologia geraram custos de até US$ 600 bilhões por ano entre 2 mil empresas ao redor do mundo. O montante representa um aumento de 50% em apenas dois anos. Em média, cada empresa desse grupo perde atualmente US$ 300 milhões por ano devido a interrupções não planejadas. Para corporações da América Latina, esses custos são de US$ 197 milhões por ano, em média. Realizado em parceria com a Oxford Economics, o estudo ouviu 2 mil líderes de organizações listadas na Forbes Global 2000, abrangendo 20 nações.
O estudo mostra que a indisponibilidade tornou-se uma crise sistêmica para os negócios, ameaçando receitas, valor de marca e retorno aos acionistas, com um custo médio de US$ 95 milhões por ano em perda de receita por empresa. Na América Latina, os custos totais relacionados à inatividade são menores e mais distribuídos. Ainda assim, as perdas de receita chegam a US$ 55 milhões por ano, em média. Os custos médios associados a falhas de segurança atingem US$ 54 milhões anuais e aparecem como os principais fatores de impacto. “As organizações mais resilientes não são aquelas que possuem mais ferramentas ou o maior preparo para IA. São aquelas que alinham tecnologia aos resultados de negócio, capacitam as pessoas com contexto e projetam sistemas que se adaptam sob pressão, sem colapsar”, afirma Kamal Hathi, vice-presidente sênior e gerente-geral da Splunk.
A percepção de gravidade sobre a divulgação de vazamentos de dados aumentou drasticamente: 71% dos líderes de tecnologia agora consideram esse evento altamente impactante, em comparação aos 23% registrados em 2024, consolidando-o como o custo oculto mais grave, atualmente. Além disso, as empresas registram, em média, uma queda de 3,4% no valor das ações após um incidente cibernético. A percepção sobre a frequência de indisponibilidades relacionadas à cibersegurança causadas por aplicações SaaS e outros fornecedores terceirizados quase triplicou desde 2024. Atualmente, 56% dos líderes de segurança afirmam enfrentar esses problemas frequentemente ou com muita frequência.
As organizações estão recorrendo cada vez mais à inteligência artificial para aprimorar a triagem de incidentes e a análise de causa raiz. Investem, em média, US$ 24,5 milhões por ano em ferramentas de IA voltadas à prevenção e resposta a incidentes. À medida que essas tecnologias amadurecem, o mercado caminha para um modelo de colaboração entre humanos e agentes de IA, no qual a inteligência artificial apoia os especialistas, em vez de substituí-los. Embora 56% dos usuários consideram que a inteligência artificial reduziu o risco geral da organização, todos os líderes de tecnologia entrevistados afirmam ter enfrentado alguma interrupção relacionada à IA. Somado a isso, o comportamento incerto dos agentes de IA preocupa 68% dos gestores, o que evidencia a necessidade de uma governança robusta e a supervisão humana constante como pilares indispensáveis para se alcançar uma verdadeira resiliência digital.
Fonte: amanha.com.br/categoria/economia




