Justiça mantém presa em MT “Musa dos 100” por golpes da compra falsa
Presa durante a Operação Degelo, Valquíria Aires Farias, de 25 anos, teve a prisão mantida durante audiência de custódia realizada na sexta-feira (12). A juíza Henriqueta Fernanda C. A. F. de Lima, do Núcleo do Juiz de Garantias, homologou o cumprimento do mandado de prisão expedido pela Justiça do Distrito Federal.
Valquíria foi presa na última quinta-feira (11), em Cuiabá, durante a Operação Degelo, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) de Mato Grosso. Ela é investigada por supostamente integrar uma associação criminosa especializada em aplicar golpes pela internet por meio da clonagem de anúncios de eletrodomésticos publicados em plataformas de compra e venda.
Na audiência de custódia, a investigada informou que não sofreu agressões durante a prisão e afirmou que tem problemas de saúde. O Ministério Público manifestou que não havia qualquer objeção ao mandado de prisão e pediu apenas que fosse feita a comunicação ao juízo que expediu a ordem, além da adoção das providências para o recambiamento da presa.
Já a defesa solicitou que Valquíria permanecesse em Cuiabá, alegando que é na cidade onde ela possui residência fixa, trabalha e mora com o filho, do qual seria responsável pelo sustento. Conforme a magistrada, a prisão foi realizada de forma regular e manteve seus efeitos. “Verifico que a prisão encontra-se perfeita, posto que em cumprimento de mandado de prisão expedido pelo Juízo da Vara Criminal e Tribunal do Júri do Recanto das Emas-TJDFT. Assim sendo, homologo o presente cumprimento de prisão”, traz trecho.
DEGELO
Segundo a Polícia Civil, a Operação Degelo apura um esquema de estelionatos praticados pela internet. Os criminosos copiavam anúncios verdadeiros de eletrodomésticos usados principalmente geladeiras, mantinham as informações reais dos produtos, mas alteravam os dados do vendedor. Convencidas de que negociavam com o verdadeiro proprietário, as vítimas faziam pagamentos via Pix. Depois, ao comparecerem ao endereço informado para retirar o produto, descobriam que o vendedor legítimo nunca havia recebido qualquer quantia.
A investigação da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) do Distrito Federal já identificou 56 registros de ocorrência ligados ao esquema, mas a polícia acredita que o número de vítimas seja ainda maior. Valquíria foi indiciada por estelionato qualificado e associação criminosa. Somadas, as penas máximas dos crimes podem chegar a 11 anos de reclusão. Uma foto mostra Valquíria sob muita ostentação. Ela aparece nua, usando apenas maços de dinheiro para cobrir partes do corpo.



