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Brasil já produziu 100 milhões de veículos

Brasil já produziu 100 milhões de veículos
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Produção nacional foi iniciada em 1956

O Brasil alcançou, na última semana, a marca histórica de 100 milhões de veículos produzidos, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).  Atualmente, a indústria automotiva brasileira conta com um parque industrial distribuído por diversas regiões do país e responde por cerca de 20% do PIB industrial. Ao longo de toda a cadeia produtiva, que inclui montadoras, fabricantes de autopeças, concessionárias, logística e serviços, o setor é responsável por aproximadamente 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos, além de estar entre os maiores investidores privados em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O resultado reflete sete décadas de desenvolvimento da indústria automotiva nacional. A produção no país começou em 1956, com a criação do Grupo Executivo da Indústria Automobilística (Geia), durante o governo de Juscelino Kubitschek. A política industrial implementada naquele período deu origem a uma cadeia produtiva que permitiu ao Brasil se consolidar entre os principais produtores de veículos do mundo. O marco é alcançado em um período de novos investimentos na indústria automotiva. As montadoras anunciaram aproximadamente R$ 180 bilhões para os próximos anos, destinados à modernização das fábricas, ao desenvolvimento de novas tecnologias, à ampliação da engenharia nacional e à produção de veículos mais eficientes e alinhados às demandas da transição energética.

O resultado também coincide com um momento positivo para o setor. No primeiro semestre de 2026, a indústria automotiva registrou desempenho acima das expectativas, levando a Anfavea a revisar para cima as projeções para o ano. A expectativa é que o Brasil volte a superar a marca de 3 milhões de emplacamentos, patamar não registrado desde 2014, enquanto a produção deve alcançar cerca de 2,8 milhões de veículos, o melhor resultado desde 2019.

Apesar desse cenário, permanecem desafios para ampliar a competitividade da produção nacional. O crescimento do mercado interno continua superior ao da fabricação local, enquanto o aumento das importações, a recuperação das exportações e a necessidade de um ambiente regulatório estável seguem como temas relevantes para assegurar a continuidade dos investimentos e ampliar a capacidade produtiva da indústria brasileira. Os investimentos anunciados também ampliam as condições para que o Brasil avance na mobilidade de baixo carbono, combinando eletrificação, biocombustíveis e desenvolvimento tecnológico em um modelo compatível com as características da matriz energética nacional.

Fonte: amanha.com.br/categoria/economia

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