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Consumo das famílias brasileiras cresce em maio

Consumo das famílias brasileiras cresce em maio
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Região Sul apresentou segunda maior alta na cesta de produtos

Segundo a Abras, saldo positivo do emprego formal, restituição do IR e 13º do INSS ajudaram a
sustentar o resultado

O consumo nos lares brasileiros cresceu 3,93% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o monitoramento mensal da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em relação a abril, o indicador avançou 2,23%. No acumulado do ano, o consumo registra alta de 2,4%. Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e contemplam o desempenho de todos os formatos de supermercados. “O saldo do emprego formal em maio foi menor do que o observado no mesmo período do ano passado, mas permaneceu positivo. Além disso, o estoque de trabalhadores com carteira assinada segue em patamar elevado, o que contribui para dar previsibilidade ao orçamento das famílias e sustentação ao consumo nos lares”, analisa Marcio Milan, vice-presidente da entidade.

Além do mercado de trabalho, a renda disponível das famílias contou com reforços adicionais ao longo de maio. Ao final do mês, a Receita Federal pagou cerca de R$ 16 bilhões a 8,7 milhões de contribuintes no primeiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Também seguiram em circulação recursos da antecipação do 13º salário de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do INSS. O Abrasmercado, indicador que acompanha a variação de preços da cesta de 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 2,1% em maio. Com o resultado, o valor médio da cesta manteve a trajetória de elevação observada nos meses anteriores, passando de R$ 836,80 para R$ 854,91. No acumulado do ano, o avanço é de 6,8%. Feijão (+41%) e leite longa vida (+22,3%) seguiram entre as principais pressões no acumulado anual. 

Entre as regiões, o Nordeste registrou a maior variação de preços em maio, com avanço de 2,7%, elevando o valor médio da cesta de R$ 751,53 para R$ 772,51. No Sul, a alta foi de 2,7%, levando o valor médio de R$ 907,28 para R$ 932,39, mantendo a região entre os maiores patamares nacionais. Entre as capitais e regiões metropolitanas, Curitiba teve o valor médio da cesta básica de R$ 377,39 e Porto Alegre R$ 386,37.

Fonte: amanha.com.br/categoria/economia

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