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Economia gaúcha tem o pior desempenho nacional entre 2002 e 2023

Economia gaúcha tem o pior desempenho nacional entre 2002 e 2023
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Enquanto o Rio Grande do Sul perdeu dinamismo, Paraná e Santa Catarina avançaram, revela estudo da Fecomércio-RS

Levantamento identificou ainda que a vantagem relativa de produtividade que o Rio Grande do Sul possuía praticamente desapareceu ao longo das últimas duas décadas

O Rio Grande do Sul registrou o menor crescimento econômico entre todos os estados brasileiros entre 2002 e 2023. O dado integra os “Estudos em Crescimento Econômico e Produtividade”, série produzida pelo Instituto Fecomércio-RS de Pesquisa (IFEP-RS), que busca identificar os fatores que explicam a trajetória da economia gaúcha nas últimas duas décadas. A primeira nota, de uma série de quatro, apresenta um diagnóstico comparativo do desempenho do Rio Grande do Sul em relação aos estados brasileiros, com destaque para os vizinhos da região Sul, e em relação ao Brasil como um todo.

O levantamento revela que, no período analisado, o Rio Grande do Sul registrou o menor crescimento de PIB entre os 27 estados brasileiros (34% em termos reais). O Paraná cresceu 54,6%, a média nacional foi de 58,2% e Santa Catarina apresentou uma expansão de 65,2%. Quando a comparação passa para o PIB per capita, que mede a renda média por habitante e, portanto, está mais relacionado ao ganho de qualidade de vida da população, a posição relativa dos estados do Sul muda. O Rio Grande do Sul segue com desempenho ruim, entre os dois piores estados do país, com 24,5% de crescimento acumulado. No entanto, Santa Catarina deixa de ser referência da região Sul, tendo registrado o menor crescimento de PIB per capita do país no período, com 18,6%. O Paraná, com 31%, apresentou o melhor desempenho do Sul.

No Paraná, cerca de 73% da expansão do PIB per capita decorreu de ganhos de produtividade do trabalho. Em Santa Catarina, o crescimento foi dividido entre produtividade e expansão da população ocupada. No Rio Grande do Sul, embora a produtividade tenha respondido pela maior parte do crescimento da renda, o estado apresentou dependência relativamente maior da expansão do emprego, um mecanismo que tende a perder força diante do envelhecimento populacional. O estudo aponta ainda que a vantagem relativa de produtividade que o Rio Grande do Sul possuía em relação à média nacional no início dos anos 2000 praticamente desapareceu ao longo das últimas duas décadas. Entre 2002 e 2023, a produtividade gaúcha cresceu, em média, 0,65% ao ano, abaixo da média brasileira de 0,94%.

A população gaúcha cresceu apenas 8% em duas décadas, menos da metade da média nacional de 18%. Nenhum outro estado combinou tão pouco crescimento econômico com tão pouco crescimento demográfico. Santa Catarina teve o padrão oposto: combinou forte expansão do PIB com crescimento populacional muito acima da média nacional, o quinto maior do país no período de análise, atrás apenas de estados do Norte e Centro-Oeste.  Clique aqui para conferir o estudo na íntegra.

Os próximos estudos abordarão os limites do crescimento via mercado de trabalho e demografia, os determinantes da produtividade gaúcha e a influência da estrutura setorial da economia no desempenho estadual. 

Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil

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