Fazendeiro foragido é o segundo envolvido na execução brutal de adolescente em MT; vítima foi carbonizada
Willian Henrique da Silva, de apenas 17 anos, foi morto e carbonizado por dois homens em uma fazenda em Vila Bela da Santíssima Trindade (522 km de Cuiabá). Homem de 44 anos identificado como Anderson Nepomuceno da Silva foi preso no local. O segundo suspeito, que está foragido, é Djalma Aparecido Azambuja Filho, de 29, dono da fazenda em que os restos mortais da vítima foram encontrados.
Criminoso diz que ideia de matar adolescente partiu de comparsa foragido, mas admite participação no assassinato
O segundo suspeito é conhecido pela alcunha de Djalminha e é procurado pelos crimes de homicídio doloso e ocultação de cadáver.
Anderson Nepomuceno da Silva foi preso no domingo (26), durante uma festa, em que ele foi questionado se esteve na companhia do adolescente.
O homem havia sido apontado como um dos suspeitos durante as investigações do desaparecimento de Willian e revelou aos policiais que havia estado com o adolescente na fazenda de Djalminha. Anderson guiou as autoridades até o local do crime.
No momento em que o corpo do adolescente foi localizado, o suspeito recebeu voz de prisão. Willian estava com o corpo completamente carbonizado e, próximo ao cadáver, havia uma faca com sangue.
O adolescente foi visto com vida, pela última vez, em um bar na companhia dos suspeitos. A motivação do crime ainda é um mistério.
Investigação
Anderson Nepomuceno da Silva, de 44 anos, alegou em depoimento que a ideia de matar o adolescente William Henrique da Silva, de 17 anos, partiu de Djalma Aparecido de Azambuja Filho. No entanto, confessou que aceitou participar do crime e ajudou a ocultar o cadáver. Após o assassinato, o corpo da vítima foi queimado, restando apenas os restos mortais.
Ele relatou que estava em um bar da cidade junto com Djalma, com quem mantinha amizade havia cerca de três anos. Segundo Anderson, os dois costumavam frequentar bares da região.
Em determinado momento, William chegou ao local e começou a conversar com eles. O criminoso afirmou que ambos conheciam o adolescente e que nunca haviam tido qualquer desentendimento com ele.
Eles permaneceram por algumas horas no bar, quando Djalma sugeriu ir até sua chácara para caçar jacaré. A proposta, segundo Anderson, animou William, que comentou sempre ter desejado participar de uma caçada, mas nunca havia tido a oportunidade.
Durante o trajeto, Anderson afirmou que, “do nada”, Djalma disse que não gostava de William, que queria matá-lo e perguntou se ele o ajudaria. Segundo o depoimento, ele respondeu apenas: “Se quiser, vamos lá.”
Em determinado momento, William foi até uma cerca da propriedade para urinar. Djalma se aproximou, fingindo que também iria urinar, e desferiu uma facada na barriga da vítima.
O adolescente ainda tentou fugir, mas, devido ao ferimento, caiu no chão perdendo muito sangue. Em seguida, conforme Anderson, o comparsa desferiu outra facada, matando William no local.
Anderson ainda relatou que Djalma chegou a brincar com a situação, dizendo que nem precisou usar a arma de fogo. Em seguida, os dois colocaram o corpo do adolescente sobre dois pneus e atearam fogo.



