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Governo dos EUA confirma novas tarifas para o Brasil

Governo dos EUA confirma novas tarifas para o Brasil
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Alíquota adicional de 25% atingirá uma série de produtos

Levantamento da CNI aponta que cerca de 4,2 mil produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos poderão ser afetados

O governo do presidente Donald Trump confirmou, nesta quarta-feira (15), a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. O anúncio foi feito pelo chefe do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, durante coletiva de imprensa convocada para apresentar o resultado da investigação sobre práticas comerciais adotadas pelo Brasil. Segundo ele, o governo norte-americano tentou negociar alternativas para reduzir os impactos das políticas brasileiras, mas não houve acordo. O representante informou que a lista dos produtos atingidos pelas novas tarifas será divulgada posteriormente. “O Brasil ofereceu benefícios ao México e à Índia, e não recebemos o mesmo tratamento”, afirmou.

Desse modo, o governo norte-americano decidiu impor uma alíquota adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros. A decisão ocorre em meio ao fim do prazo de vigência da tarifa global de 10%, que expira em 24 de julho. A medida, em vigor desde 20 de fevereiro, foi adotada com base na Seção 122 da legislação comercial dos Estados Unidos, que permite a aplicação de tarifas temporárias por até 150 dias. Após a Suprema Corte norte-americana considerar ilegais grande parte das tarifas impostas por Trump ao longo de 2025, a manutenção da cobrança dependeria de autorização do Congresso, cuja aprovação é considerada incerta.

Em relatório preliminar divulgado em 1º de junho, o USTR recomendou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos. A proposta prevê exceções para bens considerados estratégicos para o mercado americano, como aeronaves, produtos agropecuários e insumos industriais. A nova medida está fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, dispositivo que autoriza o governo dos Estados Unidos a investigar e adotar sanções comerciais contra países acusados de manter práticas consideradas desleais.

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que cerca de 4,2 mil produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos poderão ser afetados. Juntos, esses produtos representam aproximadamente US$ 15 bilhões em exportações brasileiras. Entre os itens potencialmente atingidos estão ferro-gusa, molduras de madeira e álcool etílico. Até o fechamento desta reportagem, o governo brasileiro não se pronunciou oficialmente. De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda, apenas haverá um posicionamento que será emitido pela secretaria de comunicação do Palácio do Planalto.

Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil

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