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Investidores da região Sul somam R$ 1,5 trilhão aplicados

Investidores da região Sul somam R$ 1,5 trilhão aplicados
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Dados da Anbima mostram alta de 10,7% no volume financeiro aplicado, com destaque para a forte atuação das cooperativas na ampliação do acesso a investimentos na região

A região Sul encerrou 2025 com R$ 1,5 trilhão em investimentos financeiros, alta de 10,7% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). A região responde por cerca de 15% dos investidores do país e mantém posição relevante no mercado nacional. O crescimento oferecido foi puxado principalmente pelo aumento do valor médio aplicado pelo investidor, e não pela abertura de novas contas. No varejo tradicional, o ticket médio avançou 15,2%, ritmo superior ao registrado no Brasil, de 12,9%, trazendo maior concentração de recursos entre investidores já ativos.

Esse movimento mostra uma dinâmica em que o crescimento da região está mais associado à ampliação do saldo médio das aplicações do que à expansão da base de investidores, que avançou em ritmo mais moderado. Esse cenário também é acompanhado pela evolução da gestão de patrimônio na região, com recursos sob administração de escritórios e gestores somando R$ 56,4 bilhões, reforçando o desenvolvimento do mercado local.

Panorama dos investidores na Região Sul

  • Volume total investido: R$ 1,5 trilhão
  • Crescimento anual: +10,7%
  • Gestão de patrimônio (Wealth management): R$ 56,4 bilhões (+2,7%)
  • Maior penetração de cooperativas do país
  • 18,1% dos recursos em renda fixa (CDBs); 18% em investimentos isentos
  • Predominância de perfil conservador e foco em segurança

A presença de instituições financeiras com forte atuação regional, especialmente cooperativas de crédito, contribui para a capilaridade da distribuição de produtos financeiros, alcançando investidores em municípios do interior e fortalecendo o relacionamento de proximidade com os clientes. “No Sul, há uma dinâmica própria de investimento, baseada na confiança e na proximidade com as instituições financeiras. As cooperativas ampliam o acesso e ajudam a sustentar o crescimento dos investimentos, em um movimento que reflete o maior volume aplicado pelo investidor na região”, afirma Luiz Henrique Carvalho, gerente de representação de distribuição da Anbima.

Segundo relatório anual do Banco Central, o Sul apresenta a maior presença de cooperativas de crédito como transações financeiras no país, o que ajuda a explicar a distribuição mais pulverizada de investimentos na região. A dinâmica econômica local, com forte presença do agronegócio, também contribui para a demanda por instrumentos de investimento vinculados à atividade produtiva, conectando o mercado financeiro à economia regional.

Entre os produtos, os instrumentos de renda fixa seguem com peso relevante nas carteiras, acompanhando uma tendência nacional de busca por aplicações mais conservadoras, especialmente em um ambiente de juros elevados. Destaca-se também a evolução de produtos de previdência no varejo tradicional e o avanço recente de estruturas mais comprometidas, como fundos e ativos estruturados. Os dados mostram ainda que o avanço do volume financeiro na região ocorreu em paralelo a um crescimento mais contido no número de contas, refletindo uma base que se amplia em ritmo menor que o distribuído no país.

Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil

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