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Pessimismo atinge 89% dos setores industriais em julho

Pessimismo atinge 89% dos setores industriais em julho
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O número de setores industriais pessimistas aumentou de 24 para 26

Setor de biocombustíveis foi o mais pessimista no período

Em julho, o número de setores industriais pessimistas aumentou de 24 para 26, revela o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) – Resultados Setoriais, publicado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (27). O ICEI mede o indicador em uma escala de 1 a 100, onde o número 50 é a divisão entre o pessimismo e o otimismo. Apenas três setores registraram confiança, ainda que em níveis baixos: farmoquímico e farmacêutico (55,4); bebidas (51,1) e perfumaria, limpeza e higiene pessoal (51,4).  

A indústria, de modo geral, segue sem otimismo há mais de um ano e meio. “A falta de confiança pontual faz com que os empresários sejam cautelosos e adiem decisões de aumento da produção, contratações ou investimentos. A falta de confiança prolongada e intensa, como a verificada para muitos dos recortes do ICEI, faz com que o empresário passe a, de fato, reduzir a atividade ou até mesmo interromper planos de investimento e de contratações”, explica Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI.

Entre as pequenas e grandes indústrias, o ICEI permaneceu estável em julho. No primeiro grupo, recuou 0,1 ponto, para 46,2 pontos; no segundo, continuou em 48,0 pontos. Já entre as médias empresas, o indicador caiu 1,0 ponto, para 46,3 pontos, sinalizando aumento da falta de confiança entre elas. No Sul, os industriais também seguiram sem confiança após o indicador variar 0,1 ponto, para 45,7 pontos.

Em relação a junho, o ICEI subiu em 11 dos 29 setores da indústria. No entanto, em nenhum desses segmentos o aumento foi suficiente para que o índice ultrapassasse a linha divisória de 50 pontos e revertesse o pessimismo. Por outro lado, o ICEI caiu em 18 segmentos. Em dois — produtos diversos e impressão e reprodução — o recuo fez com que o indicador cruzasse a linha divisória e passasse a refletir falta de confiança dos empresários.

Os setores menos confiantes do último mês são biocombustíveis (37,7), couro (40,7), produtos de borracha (41,5) e madeira (42,2). “Mesmo naqueles setores que ainda mostram confiança, o otimismo é moderado. Assim, qualquer mudança no ânimo geral, como aconteceu na passagem de junho para julho, faz com que esses setores passem de confiança moderada para falta de confiança”, aponta o economista.

Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil

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