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Prato feito no Sul é o mais caro do Brasil

Prato feito no Sul é o mais caro do Brasil
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Diferença para a região Norte chega a 16,4%

A refeição já custa R$ 31,90 em média, no Brasil, aponta Índice Prato Feito da Faculdade do Comércio (ACSP)

O tradicional “prato feito”, referência da alimentação fora do lar no Brasil, registrou alta em todas as regiões, com o preço médio nacional atingindo R$ 31,90. Os dados são do Índice Prato Feito (IPF), elaborado pelo núcleo de estudos econômicos da Faculdade do Comércio (FAC-SP), instituição mantida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O levantamento aponta que a refeição, composta por arroz, feijão, proteína, salada e guarnição, acumula uma alta de 5,4% em relação a março e de 7,2% na comparação com janeiro deste ano, pressionando o orçamento de consumidores e a operação de empresários do setor.

A região Sul apresenta o maior custo médio de referência, fixado em R$ 34,90, superando a média nacional. Em contrapartida, a região Norte registra o valor mais baixo, de R$ 29,99, estabelecendo uma diferença de aproximadamente 16,4% entre os dois extremos. Segundo os pesquisadores, fatores como custo dos imóveis comerciais, renda local, logística, mão de obra, concorrência e perfil de consumo ajudam a explicar a disparidade regional. “O Brasil não almoça pelo mesmo preço. O prato feito evidencia diferenças regionais importantes, mas também mostra um movimento comum: a refeição básica está mais cara em todo o país”, afirma Rodrigo Simões Galvão, economista, coordenador e responsável técnico pelo IPF.

Na prática, um trabalhador que almoça fora de casa em todos os dias úteis do mês passa a gastar cerca de R$ 638 apenas com o prato feito, considerando 20 refeições mensais. Em famílias com mais de um integrante trabalhando fora, esse valor pode superar facilmente R$ 1 mil mensais. O estudo destaca que a formação do preço do prato feito depende de uma cadeia ampla de custos. Mesmo quando alguns itens da cesta básica apresentam estabilidade ou queda, despesas operacionais continuam pressionando bares, restaurantes e pequenos negócios de alimentação. O levantamento também chama atenção para a situação dos empresários do setor. Segundo a FAC-SP, o aumento dos preços não necessariamente significa maior lucratividade, mas muitas vezes representa apenas o repasse parcial de custos acumulados ao longo dos últimos meses.

Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil

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