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Confiança do industrial gaúcho cai em agosto

Confiança do industrial gaúcho cai em agosto
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Índice recuou para 43,7 pontos, segundo menor nível do ano

Entre os empresários, 29,5% afirmaram que a situação dos negócios piorou ou piorou muito

O Índice de Confiança do Empresário Industrial do Rio Grande do Sul (Icei-RS) recuou de 45,2 para 43,7 pontos em agosto, atingindo o segundo menor nível de 2026. O resultado, abaixo de 50 pontos, indica maior disseminação da falta de confiança entre os industriais gaúchos. A pesquisa foi divulgada na segunda-feira (24) pelo Sistema Fiergs. De acordo com o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, as incertezas nos cenários nacional e internacional contribuem para o resultado. “A proximidade das eleições tende a ampliar as incertezas em torno da condução da política econômica. Além disso, as contas públicas e o endividamento das famílias também seguem preocupando. Já no cenário externo, as barreiras comerciais no mercado norte-americano abalam a confiança dos industriais”, avalia.

A pesquisa mostra ainda que o índice de condições atuais passou de 41,5 para 40,4 pontos em agosto, queda de 1,1 ponto, a maior desde abril, quando o indicador havia recuado 2,9 pontos. Entre os componentes que compõem o índice, o de condições da economia brasileira recuou 1,7 ponto, para 32,5, o segundo menor valor do ano, acima apenas dos 29,9 pontos de abril. A maioria das empresas (58%) avaliou que a situação piorou ou piorou muito nos últimos seis meses, enquanto 41,3% indicaram que as condições permaneceram inalteradas. Já o índice de condições da empresa caiu 0,8 ponto, para 44,4. O indicador segue abaixo dos 50 pontos, sinalizando dificuldades nas condições correntes das empresas. Entre os empresários, 29,5% afirmaram que a situação dos negócios piorou ou piorou muito, enquanto 61,6% indicaram que as condições não se alteraram, mantendo um quadro já fragilizado.

O índice de expectativas caiu 1,8 ponto na passagem de julho para agosto, para 45,3. O índice está abaixo dos 50 pontos desde julho de 2025, o que sinaliza um aprofundamento do pessimismo dos industriais gaúchos em relação aos próximos seis meses. O índice de expectativas para a própria empresa recuou um ponto, de 51,2 para 50,2. O resultado ainda indica ligeira predominância de otimismo em relação aos próprios negócios: 52,2% dos empresários esperam que a situação permaneça inalterada, enquanto 23,2% projetam piora ou muita piora nas condições de suas empresas. O índice de expectativas da economia brasileira caiu 3,3 pontos, para 35,5. Metade dos industriais (50%) espera piora ou muita piora das condições da economia brasileira nos próximos seis meses.

Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil

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