Consumo nos lares cresce em julho
Na cesta de 12 produtos, a maior alta mensal ocorreu no Sul
O Consumo nos Lares Brasileiros registrou alta de 3,2% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo o monitoramento mensal da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em relação a junho, o indicador avançou 3,%. Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, e contemplam o desempenho de todos os formatos de supermercados. Entre janeiro e julho, o consumo acumulou alta de 2,6%, repetindo o ritmo de crescimento registrado no mesmo período de 2025.
Esse desempenho de julho ocorreu em um ambiente de menor pressão dos preços dos alimentos. No IPCA, calculado pelo IBGE, o grupo de alimentação e bebidas recuou 0,6% no mês. Dentro desse grupo, os preços da alimentação no domicílio caíram 1,1%, reduzindo a pressão sobre o orçamento destinado ao abastecimento das famílias. “Julho reuniu condições mais favoráveis ao consumo das famílias. A queda dos preços da alimentação no domicílio reduziu a pressão sobre o orçamento, enquanto o mercado de trabalho e os recursos em circulação ao longo do mês contribuíram para sustentar a renda. As férias escolares também alteraram a rotina das famílias, com mais refeições e lanches dentro de casa”, analisa Marcio Milan, vice-presidente da Abras.
O AbrasMercado, indicador que acompanha a variação de preços da cesta de 35 produtos de largo consumo, recuou 1,2% em julho e passou a acumular alta de 5,2% no ano. Metade dos produtos básicos registrou queda nos preços, os valores das carnes bovinas permaneceram estáveis. Com a queda de julho, o valor médio da cesta passou de R$ 852,54 para R$ 841,95.
Em julho, todas as regiões registraram queda no valor médio da cesta de 35 produtos na comparação com junho. A maior retração ocorreu no Sudeste, de 1,5%, com o valor médio passando de R$ 870,48 para R$ 857,12. A menor retração foi registrada no Sul, de 1,2%, com o valor médio da cesta passando de R$ 928,72 para R$ 917,52. Na cesta de 12 produtos, a maior alta mensal ocorreu no Sul, de 0,4%, com o valor médio passando de R$ 379,86 para R$ 381,53. Porto Alegre apresentou maior valor médio de R$ 381,87, ligeiramente acima de Curitiba, com R$ 381,20.
Fonte: amanha.com.br/categoria/economia




