Bem-vindo(a). Hoje é
Mais previsões: Tempo Lisboa

Dívida pública supera R$ 9,2 trilhões em julho

Dívida pública supera R$ 9,2 trilhões em julho
Compartilhe!

Até 53% da dívida poderá ser corrigida pela Selic

A incidência dos juros da dívida pública impediu a Dívida Pública Federal (DPF) de cair em julho. Segundo números divulgados na quarta-feira (26) pelo Tesouro Nacional, a dívida passou de R$ 9,26 trilhões em junho para R$ 9,28 trilhões no mês passado, alta de 0,2%. A incidência dos juros da dívida pública impediu a dívida de cair em julho.  De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro e revisado agora, o estoque da dívida deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. A meta para o valor total da DPF no fim de 2026 permanece na faixa de R$ 9,7 trilhões a R$ 10,3 trilhões, mas a composição da dívida pública foi revisada.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 14% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo. O interesse dos investidores pelos títulos públicos vinculados aos juros fez o Tesouro Nacional elevar a proporção da Taxa Selic (juros básicos da economia) no endividamento do governo. A Dívida Pública Federal poderá chegar a 2026 com 49% a 53% do valor corrigido pela Selic, que está em 14% ao ano.

Diferenças entre os títulos
Os títulos vinculados à Selic (juros básicos da economia) estão atraindo o interesse dos compradores por causa dos juros altos definidos pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), atualmente em 14% ao ano. O lançamento do Tesouro Reserva, papel atrelado à Selic equivalente aos cofrinhos oferecidos por instituições financeiras, também contribuiu para elevar a demanda. Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeriam a administração da dívida do governo.

Prazo
O prazo médio da DPF subiu de 4,01 para 4,05 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos. Com a maior tensão no mercado financeiro em julho, com a guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu em relação a junho, quando estava em 9,95%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil. 

Com ABR

Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil

-----------------------------------