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Empresário do comércio está menos confiante

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Icec aponta que avaliações do momento presente e indisponibilidade para investir reduziram índice

Os bens não duráveis registram aumento da expectativa futura

O otimismo do varejista brasileiro está no menor patamar do ano e em tendência de queda, de acordo com o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgado nesta quarta-feira (26). O campo que reúne a maior insatisfação é o da avaliação das condições atuais, com redução de 2,5% em relação ao mês anterior, seguido pela queda da intenção de fazer investimentos (0,3%), subíndices que levaram o indicador aos 101,3 pontos após o ajuste sazonal – ainda em campo considerado otimista, porém 0,6% menor do que em julho. “A cada mês, os números mostram o que também ouvimos em eventos por todo o Brasil: há expectativa e há força de vontade para trabalhar mais e melhor; porém, os custos elevados impedem que o empresário aumente os investimentos”, comenta José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac.

O único subíndice positivo é o da expectativa futura, que destoa com otimistas 128,2 pontos, com aumento da confiança na economia e no próprio setor de atuação. O otimismo no futuro contrastando com a insatisfação do presente levou o comerciante a projetar mais investimentos em contratações (0,6%) e nos estoques (0,1%), apesar de uma queda entre os que afirmam que vão investir em demais estruturas da empresa (1,8%), em relação a julho.

Os cenários externo e interno de relativa volatilidade refletem em queda da confiança dos empresários que vendem os bens chamados de semiduráveis. Na direção contrária, os bens não duráveis registram aumento da expectativa futura chegando aos 129 pontos. A conjuntura econômica é ponto de atenção, considerando os próximos meses de campanha eleitoral no Brasil, influências externas ainda decorrentes da guerra dos EUA contra o Irã e a aproximação das eleições americanas. “Mesmo que a taxa Selic mantenha sua queda responsavelmente, alguns meses são necessários para que essa futura redução chegue até o preço praticado pelo varejo e consequente alívio no bolso do cidadão. Só então, vencendo as instabilidades, teremos um arrefecimento nos níveis de comprometimento da renda tanto por parte dos empresários quanto dos consumidores”, avalia Catarina Carneiro, economista da CNC.

Fonte: amanha.com.br/categoria/economia

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