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Faturamento da indústria recua no primeiro semestre

Faturamento da indústria recua no primeiro semestre
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Horas trabalhas na produção e uso do parque fabril também caíram

Outros indicadores relacionados ao mercado de trabalho industrial apresentaram resultados positivos

O faturamento da indústria de transformação cresceu 0,8% em junho, mas fechou o primeiro semestre do ano 1% abaixo do patamar registrado no mesmo período de 2025, apontam os Indicadores Industriais, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na quarta-feira (12).

A desaceleração da atividade industrial também se refletiu na queda do número de horas trabalhadas na produção. Apesar de ter registrado variação positiva de 0,2% em junho, o índice caiu 1,1% nos seis primeiros meses de 2026 em relação ao mesmo recorte de 2025. Com a perda de ritmo do setor industrial, as fábricas mobilizaram menos trabalhadores e maquinário para atender à demanda. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) caiu 0,6 ponto percentual, passando de 77,4% para 76,8% em junho. Ao fim do primeiro semestre, a UCI média ficou 1 ponto percentual abaixo da observada no mesmo período do ano passado.

Em junho, o emprego industrial variou 0,2%. O resultado, no entanto, foi insuficiente para evitar a queda de 0,6% dos postos de trabalho do setor no acumulado dos seis primeiros meses de 2026 frente ao mesmo período do ano passado. A massa salarial aumentou 0,9% em junho em comparação a maio, fechando o primeiro semestre 0,8% acima do primeiro semestre de 2025. Já o rendimento médio pago aos trabalhadores subiu 0,6% em junho e acumulou avanço de 1,4% nos seis primeiros meses do ano.

“A indústria vem andando de lado e isso se deve, principalmente, a três fatores: o patamar elevado dos juros e seus desdobramentos sobre a atividade econômica, agravados pelo alto endividamento das famílias e das empresas; o avanço expressivo dos custos de produção; e a forte entrada de produtos importados. Nesse contexto, é mais difícil que as indústrias consigam repassar o aumento dos custos para seus preços em função da concorrência com as importações, de modo que as margens são comprimidas”, afirma Larissa Nocko, especialista em políticas e indústria da CNI.

Fonte: amanha.com.br/categoria/economia

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