Governo Central registrou superávit de R$ 10,8 bilhões em julho
O resultado foi influenciado pelo crescimento real da receita líquida e pela redução das despesas totais
O Governo Central registrou, em julho, um superávit primário de R$ 10,8 bilhões, frente ao déficit de R$ 59,1 bilhões no mesmo mês de 2025, em valores correntes. Os dados constam do Resultado do Tesouro Nacional, divulgado na quinta-feira (27). O resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 33 bilhões, enquanto a Previdência Social (RGPS) apresentou déficit de R$ 22,2 bilhões. Em relação a julho de 2025, o resultado primário refletiu o crescimento real de 7,7% da receita líquida, equivalente a R$ 16,1 bilhões, e a redução de 20,7% das despesas totais, correspondente a R$ 56,4 bilhões.
No primeiro semestre , o Governo Central apresentou déficit primário de R$ 81,3 bilhões, ante déficit de R$ 70,3 bilhões no mesmo período de 2025, em valores correntes. No período, o resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 177,1 bilhões, enquanto a Previdência Social (RGPS) apresentou déficit de R$ 258,4 bilhões. Em termos reais, a receita líquida cresceu 5,9%, equivalente a R$ 84 bilhões, enquanto a despesa total aumentou 6,2%, correspondente a R$ 92,9 bilhões.
Entre os principais componentes das receitas administradas, o Imposto sobre a Renda apresentou alta de R$ 20,7 bilhões, com destaque para o IRRF sobre rendimentos do capital, que cresceu R$ 14,5 bilhões, associado aos maiores recolhimentos sobre aplicações e fundos de renda fixa e juros sobre capital próprio. Esse resultado foi parcialmente compensado pela redução de R$ 7,2 bilhões no IRRF sobre rendimentos do trabalho. Outras receitas administradas totalizaram um alto valor de R$ 16,3 bilhões, influenciado pelas alterações no imposto de exportação sobre óleo bruto e pela coleta de depósitos judiciais.
Também revelado para o resultado do IOF, com alta de R$ 13,1 bilhões, associada às operações de saída de moeda estrangeira e de crédito; a Cofins, com aumento de R$ 12,3 bilhões, relacionado ao crescimento dos volumes de vendas e serviços, à recuperação dos recolhimentos de setores anteriormente abrangidos pelo Perse e ao setor petrolífero; e a CSLL, com alta de R$ 8,5 bilhões, influenciada pelos maiores recebimentos associados ao lucro presumido, à declaração de ajuste das entidades financeiras e aos pagamentos atípicos no período.
Arrecadação
A arrecadação líquida para o RGPS cresceu R$ 25,3 bilhões, principalmente em razão do crescimento real da massa salarial e da geração líquida de empregos formais, com destaque para os setores de serviços, construção e indústrias de transformação. Também contribuíram os maiores recolhimentos do Simples Nacional previdenciário e os efeitos da reoneração escalonada da folha de pagamentos e da contribuição patronal dos municípios.
Com ABR
Fonte: amanha.com.br/categoria/economia




