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Sorriso: Aliciadora de crianças para empresário é transferida para penitenciária

Sorriso: Aliciadora de crianças para empresário é transferida para penitenciária
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A jovem Tafnes Cavalheiro de Souza, de 19 anos, foi transferida para uma penitenciária feminina de Colíder após a defesa entrar com um recurso na Justiça depois dela permancer presa por 36 dias na delegacia da Polícia Civil de Sorriso (420 km de Cuiabá). Ela é suspeita de ajudar a aliciar crianças para o empresário Fábio Serafim de Oliveira, de 42 anos. Ambos foram alvos da Operação Puer Defensus, deflagrada no dia 16 de julho deste ano.

De acordo com a polícia, Tafnes é apontada como responsável por levar os menores para que Fábio produzisse os conteúdos. Em prints de conversas, Tafnes aparece perguntando se Fábio quer “algumas fotos”. Em interrogatório, a aliciadora confessou ter gravado alguns vídeos contendo algumas meninas menores de idade.

Informações apuradas, dão conta de que Tafnes costumava ser chanteaga por Fábio já que ela receberia uma espécie de mesada devido ao “relacionamento” deles. Após um certo período, o empresário começou a afirmar que suspenderia o envio do dinheiro caso ela não gravasse vídeos ou tirasse fotos com as crianças.

Na última semana, a defesa, patrocinada pelo advogado Walter Rapuano, entrou com um rescurso na Justiça pedindo a concessão de medidas cautelares diversas da prisão devido ela estar presa na delegacia há quase 40 dias. Foi solicitado que, entre as medidas, estivessem incluídos o monitoramento eletrônico, a proibição de contato e recolhimento domiciliar integral. O pedido ainda está sendo analisado pelo Poder Judiciário.

“Não se trata, portanto, de pedido de soltura nem de qualquer forma de impunidade. As medidas propostas resguardam integralmente a investigação, substituindo o cárcere por um controle rigoroso e menos gravoso. O motivo central do pedido é humanitário e estrutural. Manter uma pessoa nessas condições, por tempo tão dilatado, é incompatível com a dignidade que a Constituição assegura a todo preso, provisório ou definitivo, sem distinção”, diz trecho da nota.

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