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Sul tem maior alta na inadimplência em um ano

Sul tem maior alta na inadimplência em um ano
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Inadimplência teve alta histórica em julho, atingindo 44,7% dos adultos brasileiros

Na região Sul, a proporção de negativados equivale a 40,6% da população adulta

O Brasil registrou o maior patamar de inadimplência de sua história em julho, com 75,08 milhões de brasileiros com cotas em atraso. O dado faz parte do Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. Este volume representa 44,7% da população adulta brasileira.

A variação anual observada em julho deste ano ficou acima da observada no mês anterior. Na passagem de junho para julho, o número de devedores cresceu 0,5%. Observando os resultados por região, o Sul apresentou a alta mais expressiva no número de inadimplentes na comparação anual, com crescimento de 10,7%, seguido pelo Norte (9,1%), Sudeste (6,5%), Centro‐Oeste (6,3%) e Nordeste (4,9%). Em relação ao número de dívidas, a maior alta também veio da região Sul (17,5%), seguida pelo Norte (16,2%), Sudeste (13,3%), Centro‐Oeste (12,5%) e Nordeste (10,8%). Em termos regionais, o maior percentual de inadimplentes está na região Norte, onde 48,6% da população adulta está incluída em cadastros de devedores. Por outro lado, na região Sul, a proporção de negativados equivale a 40,6% da população adulta.

“O consumidor enfrenta barreiras contínuas para se manter longe da inadimplência, o que impõe sérios desafios ao país e freia o dinamismo necessário para o crescimento econômico sustentável. Fica evidente que as medidas adotadas até o momento, como programas de renegociação de dívidas nos moldes do Desenrola, não têm sido suficientes para conter a expansão desse cenário adverso”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.

Em julho de 2026, cada inadimplente devia, em média, R$ 5.205,30. Além disso, cada devedor possui dívidas com cerca de 2,34 empresas credoras. Os dados ainda mostram que quase três em cada dez consumidores (28,94%) tinham dívidas de valor de até R$ 500, percentual que chega a 41,16% quando se fala de dívidas de até R$ 1.000. No mesmo período, o número de dívidas em atraso no Brasil teve crescimento de 14,2% em relação ao mesmo período de 2025. O dado observado em julho deste ano ficou acima da variação anual observada no mês anterior. Na passagem de junho para julho, o número de dívidas apresentou alta de 1,1%.

Contas básicas ficam pendentes
Abrindo a evolução do número de dívidas por setor credor, destacou‐se a evolução das dívidas com o setor de água e Luz com crescimento de 22%, seguido de bancos (12,9%) e comunicação (12,6%) Em outra direção, as dívidas com o setor credor de comércio (‐0,5%) apresentaram queda no total de dívidas em atraso. Em termos de participação, o setor credor que concentra a maior parte das dívidas é o de bancos, com 65,9% do total. Na sequência, aparece água e Luz (10,6%) e comércio com 8,2% do total de dívidas.

“A escalada do endividamento reflete a dura realidade de quem tenta, sem sucesso duradouro, escapar da malha de contas em atraso A dificuldade em honrar compromissos essenciais aparece refletida diretamente nos dados de endividamento, com saltos expressivos justamente nas contas de serviços básicos — como água e luz, evidenciando que uma parcela significativa da população enfrenta barreiras severas apenas para manter a subsistência e o funcionamento do lar.”, destaca o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior.

Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil

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