Grupo suspeito de aplicar golpes pela internet é alvo de operação e três acabam presos
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, na manhã desta terça-feira, três mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão durante a Operação Fake Eagle, deflagrada em conjunto com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Todos os alvos estão em Cuiabá.
A operação investiga um grupo suspeito de aplicar golpes pela internet, usando falsas identidades e contas bancárias de terceiros para receber e movimentar dinheiro obtido de forma ilícita.
As investigações começaram após uma empresa de Esteio (RS) ser alvo de uma tentativa de golpe. Uma funcionária recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de um número que utilizava a foto do diretor da empresa e solicitava uma transferência de aproximadamente R$ 29 mil. A fraude não foi concluída porque a funcionária desconfiou da abordagem.
A partir da conta bancária indicada para receber o dinheiro, os investigadores passaram a analisar dados bancários, telefônicos e digitais. As diligências apontaram uma estrutura criminosa concentrada em Cuiabá.
Segundo a polícia, os suspeitos utilizavam contas registradas em nome de terceiros, diferentes números de telefone, endereços eletrônicos e aparelhos celulares para dificultar a identificação dos responsáveis e o rastreamento dos valores.
Um dos recursos identificados foi o uso de números com DDD 51, associado ao Rio Grande do Sul, embora os dados das antenas de telefonia tenham indicado que as comunicações partiam de Cuiabá. Ao todo, foram identificados outros 14 números com o mesmo DDD, que poderiam ser utilizados para dar aparência de legitimidade às abordagens.
A investigação também apontou que diferentes contas bancárias e eletrônicas estavam vinculadas aos mesmos dispositivos e estruturas de conexão. Os valores recebidos eram rapidamente transferidos para outras contas, dificultando o rastreamento do dinheiro.
Conforme a polícia, os integrantes ainda se revezavam no monitoramento das contas bancárias e aguardavam a confirmação das transferências fraudulentas.
Os três presos são apontados como integrantes do núcleo operacional do grupo. Os materiais recolhidos durante as buscas serão analisados e a investigação deverá identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar os prejuízos causados pelas fraudes.



