Policial penal e professora são alvos de operação por suspeita de facilitar entrada de celulares em presídio
A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira a Operação Insídia, que investiga um esquema de corrupção envolvendo servidores suspeitos de facilitar a entrada clandestina de celulares e outros itens em unidades prisionais de Mato Grosso.
Em Cuiabá, são cumpridas oito ordens judiciais, incluindo dois mandados de prisão preventiva, buscas e apreensões, bloqueios de valores e suspensão cautelar das funções públicas.
Os principais alvos são um policial penal efetivo e uma professora contratada da Secretaria de Estado de Educação, que atuava em uma escola com salas anexas no Centro de Ressocialização de Várzea Grande.
Segundo as investigações, os dois teriam usado o acesso privilegiado ao sistema prisional para favorecer integrantes de uma facção criminosa. O policial penal teria cobrado entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por celular introduzido na unidade.
A investigação começou em junho do ano passado, após a análise de materiais apreendidos apontar transferências via Pix para a professora, feitas por detentos, familiares ou visitantes cadastrados.
Os investigados são suspeitos de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa. A operação é acompanhada pela Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça.



