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Maníaco é preso por estuprar ex-enteado durante 4 anos em Sinop

Maníaco é preso por estuprar ex-enteado durante 4 anos em Sinop
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A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso (DEDMCAI) de Sinop (500 km de Cuiabá) prendeu nesta quarta-feira (28) um homem acusado de estuprar o ex-enteado, um menor atualmente com 12 anos. A vítima relatou que os abusos aconteceram durante quatro anos.

O Inquérito Policial foi instaurado por meio de Portaria após a mãe da vítima comparecer à unidade policial para denunciar os fatos. Segundo os relatos, a mãe manteve união estável com o suspeito por cerca de quatro anos e tivera duas filhas. Atualmente, as meninas possuem seis e sete anos. Em depoimento, a mulher contou ainda que sofria com violência doméstica.

Após a separação, as filhas do casal frequentavam a residência do pai em fins de semana alternados, ocasião em que ele insistia expressamente para que o ex-enteado também as acompanhasse. A suspeita da mãe aumentou quando notou uma embalagem aberta de lubrificante na cama onde o filho havia dormido na casa do investigado. Na ocasião, o menor evitou de responder.

No entanto, no dia 8 de outubro deste ano, após uma repreensão por conduta escolar, o jovem apresentou um quadro de estresse agudo e revelou à mãe os abusos a que era submetido. Foi realizado uma escuta especializada, sendo que a vítima descreveu em detalhes a dinâmica dos abusos, que ocorriam desde que ele tinha 8 anos de idade.

De acordo com o depoimento, o maníaco se aproveitava dos momentos em que ficava sozinho com o menor para praticar atos libidinosos e conjunção carnal, utilizando-se de objetos e lubrificantes, além de coagir a vítima a assistir a conteúdos pornográficos. O garoto relatou ainda que mantinha o silêncio por medo de represálias contra a mãe e para proteger as irmãs menores, uma vez que o padrasto havia feito ameaças expressas de que passaria a cometer os mesmos atos contra a irmã assim que ela completasse 8 anos.

A irmã do garoto também prestou declarações em escuta especializada, confirmando que o investigado isolava o menino no quarto sob o argumento de realizar “coisas de menino”. A mãe reportou, ainda, alterações recentes no comportamento da filha de 7 anos, que passou a demonstrar forte resistência em visitar o pai.

O delegado do caso destacou que o criminoso tinha plena e inequívoca ciência da idade do garoto, convivendo com ele desde a infância, o que afasta qualquer alegação de desconhecimento e comprova a deliberação na prática criminosa.

Diante da gravidade dos fatos, da periculosidade demonstrada pelo estuprador e da necessidade de resguardar a integridade física e psicológica das vítimas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, resultando na decretação e cumprimento do mandado de prisão.. A requisição de perícia médica para constatação de violência sexual também foi juntada aos autos.

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