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AVC não é mais “doença de idoso” — e isso deveria ligar o sinal de alerta

Fonte: Redação O Portal 163/ Foto: Reprodução
AVC não é mais “doença de idoso” — e isso deveria ligar o sinal de alerta
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Por muitos anos, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) foi associado quase exclusivamente à população idosa. No entanto, dados recentes e relatos de profissionais de saúde mostram uma mudança preocupante nesse cenário: o número de casos entre jovens e adultos com menos de 50 anos tem crescido de forma consistente.

Especialistas apontam que hábitos de vida pouco saudáveis e a falta de acompanhamento médico estão entre os principais fatores para esse avanço. Pressão alta, colesterol elevado e diabetes, muitas vezes não diagnosticados, são cada vez mais comuns em pessoas jovens.

Fatores de risco mais comuns

Entre as principais causas associadas ao AVC em faixas etárias mais baixas estão o sedentarismo, a má alimentação, o estresse excessivo, além do uso de cigarro, álcool e outras drogas. O uso de anticoncepcionais, quando associado ao tabagismo, também pode aumentar o risco, segundo especialistas.

Outro ponto de atenção é o estilo de vida moderno, marcado por longos períodos sentado, seja no trabalho ou nos estudos, o que contribui para problemas circulatórios.

Sintomas exigem atendimento imediato

O AVC ocorre de forma súbita e pode evoluir rapidamente. Entre os principais sintomas estão fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, assimetria facial, perda de visão, tontura e dor de cabeça intensa.

Ao perceber qualquer um desses sinais, a recomendação é buscar atendimento médico imediato. O tempo de resposta é decisivo para reduzir o risco de morte e de sequelas permanentes.

Impactos vão além da internação

Mesmo quando o paciente sobrevive, o AVC pode deixar sequelas motoras, cognitivas e emocionais, comprometendo a capacidade de trabalhar e a qualidade de vida. Em jovens, o impacto costuma ser ainda maior, por atingir pessoas em plena fase produtiva.

Prevenção é a principal aliada

Estudos indicam que grande parte dos casos de AVC pode ser evitada com hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular. Prática de atividade física, alimentação equilibrada, controle da pressão arterial, abandono do cigarro e redução do estresse estão entre as principais medidas preventivas.

Alerta à população

A ideia de que o AVC é uma doença exclusiva de idosos não corresponde mais à realidade. Informação, prevenção e atenção aos sinais são fundamentais para salvar vidas e reduzir danos.

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