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Produção industrial do RS recua em abril

Produção industrial do RS recua em abril
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Apesar da queda no índice de produção, levantamento mostra que disposição do empresário para investir avança em maio

A produção industrial do Rio Grande do Sul recuou em abril na comparação com março, registrando 46,3 pontos. Apesar do resultado, o indicador permaneceu acima da média histórica para o mês, de 45,4 pontos, sinalizando que a retração foi menos intensa do que a usual para o período. Ao mesmo tempo, a disposição do empresário industrial para investir nos próximos seis meses ganhou força. Os dados foram divulgados pela pesquisa Sondagem Industrial do RS, realizada pelo Sistema Fiergs. A pesquisa foi realizada com 129 empresas, sendo 30 pequenas, 43 médias e 56 grandes, entre os dias 4 e 13 de maio.

O índice do número de empregados ficou em 49 pontos em abril, repetindo o mesmo resultado de março e sinalizando nova queda do emprego industrial. A indústria operou com 69% da capacidade instalada no período, patamar considerado abaixo do usual para o mês. Os estoques de produtos finais armazenados pelas indústrias, por sua vez, cresceram na passagem de março para abril. O indicador de evolução atingiu 51,5 pontos, enquanto o índice em relação ao planejado marcou 52,4 pontos, sinalizando nível de estoques acima do desejado pelas empresas.

O levantamento também aponta que as expectativas da indústria para maio mostraram retração nos indicadores de demanda e exportações, enquanto emprego e compras de matérias-primas avançaram na margem. O índice de demanda caiu 1,6 ponto, para 49 pontos, e o de exportações recuou 2,8 pontos, para 46,8 pontos. Já o indicador de emprego subiu 1,2 ponto, alcançando 49 pontos, enquanto o de compras de matérias-primas avançou 0,3 ponto, chegando a 49,6 pontos. Todos os indicadores permaneceram abaixo da linha de 50 pontos, sinalizando expectativas pessimistas.

Ainda que a produção industrial tenha caído e as expectativas não sejam positivas, o índice de intenção de investir avançou 3,5 pontos entre abril e maio, passando de 51,8 para 55,3 pontos. Com isso, o indicador voltou a superar a média histórica, de 52,1 pontos. No mês, quase seis em cada 10 empresas (59,7%) demonstraram intenção de realizar investimentos nos próximos seis meses.

Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil

jorge-ruan