Medo de novos desastres coloca o Sul no topo das buscas sobre El Niño
O histórico de enchentes faz com que moradores do RS busquem informações para antecipar riscos
Diante da alta probabilidade do El Niño se estabelecer durante este segundo semestre de 2026, órgãos como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) já alertam para a possibilidade de novos eventos climáticos extremos, tanto que o fenômeno é em um dos temas mais pesquisados pelos brasileiros. Um levantamento inédito da Bulbe Energia, fornecedora de energia solar por assinatura, revela que o Brasil registrou mais de 348.770 pesquisas sobre o tema El Niño, com os estados sulistas concentrando o maior índice de preocupação com os impactos climáticos.
Embora estados de diferentes regiões apareçam entre os 10 primeiros colocados, a concentração do interesse chama a atenção no Sul do país, que apresentou 353 pesquisas a cada 100 mil habitantes, com o Rio Grande do Sul aparecendo no topo do ranking, Santa Catarina em segundo lugar e Paraná em terceiro. Isso é mais que o dobro do registrado no Sudeste, com 171 buscas. Esse resultado reflete o estado de alerta permanente vivido pela população sulista após uma sequência de eventos climáticos extremos. Somente as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 afetaram 6.333.727 moradores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de provocarem perdas econômicas. Diante desse histórico recente, cresce a tendência de acompanhar informações sobre o El Niño como forma de antecipar riscos e se preparar para possíveis novos episódios de chuvas intensas.
Segundo o INPE, durante episódios de El Niño, a região Sul, que mais pesquisou sobre o assunto, tende a registrar chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e inundações. O fenômeno também favorece a formação de ciclones extratropicais, e as temperaturas permanecem acima do normal, especialmente entre o inverno e a primavera.
Mas os efeitos do El Niño vão além das condições meteorológicas. Quando secas reduzem os níveis dos reservatórios ou chuvas intensas provocam danos à infraestrutura, diversos setores da economia sentem os impactos, que acabam chegando ao bolso do consumidor. Por isso, o crescimento das buscas digitais também revela um comportamento de prevenção econômica. Ao acompanhar informações, muitas famílias conseguem planejar melhor o orçamento, antecipar despesas, proteger imóveis e se preparar para possíveis oscilações nos preços de produtos e serviços.
Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil





