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Exportadoras de SC impactadas por tarifaço terão acesso a pacote de até R$ 186 milhões

Exportadoras de SC impactadas por tarifaço terão acesso a pacote de até R$ 186 milhões
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Objetivo é atender negócios mais afetados pela taxa americana e proteger 43 mil empregos diretos

As medidas estão direcionadas às 132 empresas catarinenses que correm risco direto de perda de competitividade no mercado internacional

As empresas exportadoras catarinenses mais impactadas pelo novo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros terão acesso a um novo pacote de apoio emergencial do governo estadual. As ações, que serão implementadas ao longo de três meses, visam proteger cerca de 43 mil empregos diretos. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) colaborou com o governo subsidiando dados para a elaboração da proposta. As medidas tributárias vão garantir até R$ 186 milhões em apoio para negócios afetados diretamente pela política comercial norte-americana.

O pacote será dividido em duas frentes. A primeira é a liberação de crédito de ICMS das exportações – R$ 126 milhões em três meses – para empresas que tenham pelo menos 5% de seu faturamento anual impactado pela elevação das tarifas. A segunda medida garante a postergação do pagamento de ICMS, por 60 dias, durante três meses, para as mesmas empresas. Os cálculos da Fazenda estadual indicam que serão até R$ 60 milhões em impostos com o pagamento adiado pelo Fisco.

As medidas estão direcionadas às 132 empresas catarinenses que correm risco direto de perda de competitividade no mercado internacional. O economista-chefe da Fiesc, Pablo Bittencourt, que contribuiu com análises e com o diagnóstico das empresas afetadas, explica que a classificação considera, principalmente, o volume de exportações afetadas pelo bloqueio em relação ao total de faturamento das empresas. Quanto maior o percentual de exposição à tarifa, maior o risco ao negócio.

Bittencourt detalha ainda que, além das medidas propostas, o Fisco catarinense estuda a viabilidade jurídica e econômica relacionadas ao diferimento do ICMS na aquisição de insumos e energia elétrica para a industrialização, em atenção à demanda manifestada pela Fiesc.

Fonte: amanha.com.br/categoria/economia

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