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Desocupação sobe para 6,1% no primeiro trimestre

Desocupação sobe para 6,1% no primeiro trimestre
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Apesar da alta na comparação trimestral, essa foi a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em março

Juntos, comércio, administração pública e serviços domésticos perderam mais de 870 mil postos de trabalho, frente ao trimestre anterior

A taxa de desocupação do trimestre móvel encerrado em março de 2026 subiu para 6,1%, crescendo 1 ponto percentual frente ao último trimestre de 2025 (5,1%), mas ficando 0,9 ponto percentual abaixo do trimestre encerrado em março de 2025 (7%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo IBGE. Apesar da alta na comparação trimestral, essa foi a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em março, em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Além disso, desde o trimestre encerrado em maio de 2025 esse indicador não superava os 6%.

A população desocupada chegou a 6,6 milhões, com alta de 19,6% no trimestre, ou mais 1,1 milhão de pessoas em busca de uma ocupação. Na comparação anual, entretanto, o contingente de pessoas procurando trabalho recuou 13% (menos 987 mil pessoas). O total de trabalhadores do país ficou em 102 milhões. Frente ao trimestre anterior, não houve aumento no número de pessoas ocupadas em nenhum dos dez grupamentos de atividade analisados pela PNAD Contínua do IBGE, e em três deles ocorreram reduções: comércio (1,5%), administração pública (2,3%) e serviços domésticos (2,6%). Juntos, esses três grupamentos perderam mais de 870 mil postos de trabalho, ainda na comparação trimestral.

Para Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, esse movimento é esperado no primeiro trimestre do ano. “A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, apresentam esse comportamento; seja devido à tendência de recuo no comércio nesse período do ano; seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporário nas atividades de educação e saúde no setor público municipal”, analisa.

Informalidade recua nas duas comparações
No trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. Esse indicador ficou abaixo dos 37,6% registrados no trimestre móvel anterior, bem como dos 38% do trimestre encerrado em março de 2025. O número de empregados com carteira assinada no setor privado (excluindo-se os trabalhadores domésticos) ficou em 39,2 milhões, sem variações significativas no trimestre, mas subindo 1,3% no ano. Já o número de empregados sem carteira no setor privado recuou 2,1% no trimestre, chegando a 13,3 milhões. Na comparação anual, esse indicador não teve variação estatisticamente significativa.

Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil

jorge-ruan