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Indústria de fundos de investimento tem captação líquida R$ 159,2 bilhões no trimestre

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Este é o melhor resultado nos últimos cinco anos

O patrimônio líquido da indústria de fundos atingiu R$ 10,8 trilhões neste início de ano

Apesar das incertezas no cenário econômico, tanto no Brasil quanto no exterior, a indústria de fundos apresentou um desempenho positivo no primeiro trimestre de 2026. A captação líquida alcançou R$ 159,2 bilhões entre janeiro e março — um salto expressivo em relação aos R$ 8,3 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Este é o melhor resultado para o intervalo nos últimos cinco anos. Com esse desempenho, o patrimônio líquido da indústria de fundos atingiu R$ 10,8 trilhões.

O avanço foi impulsionado principalmente pelos fundos de renda fixa. A categoria registrou captação líquida positiva de R$ 130,3 bilhões no primeiro trimestre, mais do que o dobro do observado em igual intervalo do ano passado (R$ 58,3 bilhões). A maior contribuição veio dos fundos do tipo duração baixa crédito livre, responsáveis por R$ 61,8 bilhões do total. Esses produtos podem manter mais de 20% da carteira alocada em títulos de médio e alto risco de crédito, tanto no mercado doméstico quanto no exterior. “Esse resultado mostra a capacidade de adaptação e a solidez da indústria de fundos, mesmo em um ambiente marcado por riscos econômicos e tensões geopolíticas”, afirma Pedro Rudge, diretor da Anbima.

Os ETFs registraram a segunda maior captação líquida entre todas as classes de fundos. As entradas líquidas somaram R$ 17,8 bilhões entre janeiro e março. Os multimercados também encerraram o trimestre no campo positivo, com captação líquida de R$ 11,2 bilhões. Os fundos de ações seguiram apresentando saídas líquidas, no acumulado do primeiro trimestre, os resgates somaram R$ 6,4 bilhões, bem abaixo dos R$ 34,2 bilhões registrados entre janeiro e março do ano passado. Também fecharam o trimestre com resgates líquidos os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), os fundos de previdência e os cambiais, com saídas de R$ 2,3 bilhões, R$ 309 milhões e R$ 80 milhões, respectivamente. Na contramão, os FIPs (Fundos de Investimento em Participações) tiveram desempenho positivo, com captação líquida de R$ 6,4 bilhões, assim como os Fiagros, que registraram entradas de R$ 2,4 bilhões no período.

Fonte: amanha.com.br/categoria/economia

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