Brasil tem 2 milhões de pessoas que trabalham por meio de aplicativos
Para 27% a flexibilidade é o principal motivo de utilizar plataformas para trabalhar
Cerca de 2 milhões de pessoas trabalharam por meio de aplicativos (apps) no país em 2025. A imensa maioria deles por conta própria, com jornadas semanais mais longas que os demais ocupados no setor privado e ganhando menos por hora trabalhada. O levantamento faz parte de uma edição sobre trabalho por meio de plataformas digitais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IBGE buscou informações de pessoas com 14 anos ou mais que utilizam os aplicativos para realizar serviços de transporte e entregas. O instituto classifica esses trabalhadores como “plataformizados”.
A pesquisa revela que o contingente de 1,95 milhão de trabalhadores por apps representavam 1,9% do total de ocupados no país. Entre os trabalhadores que usavam aplicativos de serviços para trabalhar, em 2025, a maioria atuava no transporte de passageiros: 1,2 milhão de pessoas, o equivalente a 58,9% do total. A população plataformizada era composta, majoritariamente, por homens, com 84,4%, enquanto as mulheres representavam apenas 15,6%. Do total, 26,8% informaram que a flexibilidade era o principal motivo de utilizar essas plataformas para trabalhar, enquanto 24,6% alegaram o motivo de não conseguir encontrar outro trabalho.
Em 2025, o rendimento médio mensal real habitualmente recebido registrado para os trabalhadores plataformizados em serviços (R$ 3.147) foi similar ao estimado para os não plataformizados (R$ 3.148). Os trabalhadores das plataformas atuavam habitualmente, em média, 5,4 horas a mais por semana em comparação aos demais ocupados no setor privado. Apenas 25,5% dos condutores de automóveis dos apps em serviços estavam cobertos por instituto de previdência em 2025, ao passo que 59,2% dos não plataformizados contribuíam para a previdência.
Quanto aos condutores de motocicletas no trabalho principal, 405 mil ou 34,4% realizavam trabalho por meio de aplicativos, com menos de 1/5 contribuindo para a previdência. Em 2025, 210 mil trabalhadores por conta própria ou empregadores, em atividades do comércio, utilizaram plataforma de comércio eletrônico para obter clientes e vender produtos. Dos que utilizavam plataformas de comércio eletrônico, 51,8% eram mulheres. E quase 1/3 dos “comerciantes” plataformizados vendia seus produtos exclusivamente por meio de plataformas de comércio eletrônico.
Dos cerca de 1,2 milhão de trabalhadores plataformizados que utilizam apps de transporte de passageiros, 1,1 milhão utilizam as plataformas como Uber e 99, enquanto 232 mil utilizam apps de táxi exclusivamente. Um em cada cinco (19,2%) dos plataformizados tinha ocupação como entregadores de apps de comida, produtos, etc. Eram 376 mil pessoas que faziam entregas para plataformas como Rappi, iFood, Zé Delivery, entre outros.
Fonte: amanha.com.br/categoria/economia




