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Henrique Pessoa é o novo chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho

Henrique Pessoa é o novo chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho
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Com 25 anos de atuação como pesquisador na Embrapa, o novo gestor reúne experiência em pesquisa, gestão e articulação com instituições e setores produtivos ligados à vitivinicultura

Pessoa aposta na integração entre ciência, inovação e setor produtivo para ampliar o impacto da Embrapa na vitivinicultura e na pomicultura brasileiras

A Embrapa Uva e Vinho inicia um novo ciclo de gestão com o pesquisador Henrique Pessoa dos Santos como chefe-geral da unidade para o período 2026–2028. Com 25 anos de atuação como pesquisador na Embrapa, o novo gestor reúne experiência em pesquisa, gestão e articulação com instituições e setores produtivos ligados à vitivinicultura e à pomicultura. Graduado em agronomia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), tem mestrado em fitotecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutorado em biologia e fisiologia vegetal pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O novo chefe-geral foi nomeado pela diretoria-executiva da Embrapa após processo público de seleção, que considerou currículo, proposta de trabalho e audiência pública para defesa do plano. A gestão ocorre por um período de dois anos, podendo ser renovada por igual período. A nova gestão terá como foco aproximar ainda mais a ciência dos desafios enfrentados pelo setor produtivo. Mudanças climáticas, pressão fitossanitária, custos de produção, escassez de mão de obra e novas demandas dos consumidores deverão orientar a programação de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Unidade.

“Nosso principal desafio é fazer com que o conhecimento gerado pela pesquisa chegue cada vez mais rapidamente ao produtor, às agroindústrias e à sociedade. Ciência gera transformação quando se converte em inovação, desenvolvimento e oportunidades para quem produz”, afirma Pessoa. Entre as prioridades estão o fortalecimento dos programas de melhoramento genético, a sanidade vegetal, a adaptação às mudanças climáticas, a agregação de valor aos produtos, a mecanização e automação, a transformação digital e a ampliação das parcerias. A proposta é integrar competências, infraestrutura e parceiros em torno de desafios estratégicos, concentrando esforços em agendas com maior potencial de gerar resultados e impactos.

Na vitivinicultura, uma das principais frentes será o fortalecimento do programa de melhoramento genético “Uvas do Brasil”, com ênfase em cultivares adaptadas às diferentes condições brasileiras e com maior resistência a doenças. Sanidade vegetal, longevidade dos vinhedos e adaptação às mudanças climáticas também estarão entre as prioridades. A valorização da identidade e da origem dos produtos brasileiros integra essa estratégia, com o fortalecimento da atuação em indicações geográficas e de pesquisas que relacionem genética, ambiente, qualidade e mercado. O trabalho com leveduras autóctones e o desenvolvimento de novos produtos e processos enológicos deverão ampliar as possibilidades de diferenciação e agregação de valor aos vinhos brasileiros.

Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil

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