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Dívida pública sobe 1,9% em abril e encosta em R$ 8,8 trilhões

Dívida pública sobe 1,9% em abril e encosta em R$ 8,8 trilhões
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Emissão recorde de títulos puxou alta no mês passado

A emissão recorde de títulos, principalmente vinculados à Taxa Selic (juros básicos da economia), fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em abril. Segundo números divulgados na quarta-feira (27) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,6 trilhões em março para R$ 8,7 trilhões no mês passado, alta de 1,9%. Em agosto do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 1,93, passando de R$ 8,3 trilhões em março para R$ 8,4 trilhões em abril. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 68 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis ligados à Selic. A alta foi reforçada pela apropriação de R$ 92,5 bilhões em juros. Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 14,5% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 201 bilhões em títulos da DPMFi, volume recorde para todos os meses desde o início da série histórica. O principal fator foi a substituição de títulos vinculados à Selic que venceram no mês passado, mais o lançamento que atende à demanda dos investidores em abril. Apesar da emissão recorde, os resgates foram altos em abril e somaram R$ 133 bilhões. Isso porque tradicionalmente o primeiro mês de cada trimestre concentra vencimento de títulos prefixados (com juros determinados no momento da emissão).

Colchão da dívida pública aumenta
Após uma queda expressiva em março, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu. Essa reserva passou de R$ 885 milhões em março para R$ 1 trilhão em abril. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foram as emissões superiores aos resgates no mês passado. Atualmente, o colchão cobre 8,9 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,6 trilhão em títulos federais.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).

Com ABR 

Fonte: amanha.com.br/categoria/economia

jorge-ruan