Jovens estão entre os mais apreensivos e desconfiados com a IA
Levantamento global mostra que 60% dos brasileiros com menos de 35 anos preveem impacto profundo no dia a dia nos próximos anos
Globalmente, 66% das pessoas com menos de 35 anos, a maior média entre todas as faixas etárias pesquisadas, admite não confiar sempre nas ferramentas de IA, mas as utiliza mesmo assim. No Brasil, 39% concordam com a afirmação. Os mais jovens também são mais propensos a dizer que a IA substituirá seus empregos nos próximos cinco anos. Os brasileiros dessa faixa etária estão, ainda, entre os que mais acreditam que, com o aumento do uso dessa tecnologia, aumentará também a quantidade de desinformação na internet (42%), mesmo número da média global.
Ao mesmo tempo, os jovens se destacam pela ampla adoção das ferramentas de IA no dia a dia, especialmente no mercado de trabalho. Segundo a pesquisa, na média dos 32 países, pessoas com menos de 35 anos relatam ter economizado tempo no trabalho no último ano utilizando a IA, três vezes mais do que pessoas de 50 a 74 anos (40% contra 13%). “Tanto no AI Monitor quanto no Ipsos Global Trends, identificamos que as faixas etárias mais jovens estão mais nervosas, menos entusiasmadas e mais propensas a concordar que a tecnologia está destruindo o mundo. Como os jovens são tipicamente os primeiros a adotar novas tecnologias e são usuários e apoiadores assíduos desses recursos, essa mudança pode representar dificuldades no longo prazo para as empresas do setor”, avalia Luciana Obniski, líder de curadoria e tendências na Ipsos no Brasil.
A pesquisa revela ainda que os entrevistados brasileiros com menos de 35 anos são os que menos confiam, entre todas as faixas etárias analisadas, que empresas que utilizam IA protegerão seus dados pessoais (50%). A média global é 42%.
Fonte: amanha.com.br/categoria/brasil




